'Se quebrar, problema é da empresa', diz ministra

Para Miriam Belchior, complicações da Delta não são do Planalto e ritmo do PAC não muda com crise da empreteira

LU AIKO OTTA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2012 | 03h10

Se a Delta Construções quebrar, "o problema é da empresa, não é do governo". Foi dessa forma que a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, procurou afastar ontem as especulações de que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderão sofrer atrasos ou paralisações por causa da CPI que apura a atuação do contraventor Carlinhos Cachoeira.

A Delta é a maior executora de projetos do PAC diretamente contratados pelo governo federal. De 2007 até agora, ela recebeu da União R$ 2,968 bilhões, segundo levantamento da ONG Contas Abertas. Considerando os projetos sob responsabilidade das estatais e demais contratos, o total vai a R$ 4,130 bilhões.

Se a Delta for declarada inidônea, os contratos serão analisados caso a caso. "Vamos ver o que vai acontecer, e quando acontecer veremos o que pode ser feito", desconversou a ministra. O coordenador do Contas Abertas, Gil Castelo Branco, considerou "absoluta ilusão" dizer que o PAC não será afetado.

Sem CPI. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência negou ontem, em nota, que a presidente Dilma Rousseff tenha tratado da CPI do Cachoeira na conversa que teve, na quarta-feira, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, que durou quatro horas, também estavam os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Guido Mantega (Fazenda) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral)./ COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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