DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
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SD marca convenção paulistana para dia 13 e tentará convencer Marta a se lançar

Ainda não está certo se o evento vai anunciar o ingresso da ex-prefeita como vice na chapa de outro pré-candidato

Paula Reverbel, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2020 | 17h22

O Solidariedade municipal de São Paulo decidiu que sua convenção será no dia 13 de setembro, um domingo, às 10h da manhã, no formato online. De acordo com o presidente local do partido, Pedro Nepomuceno, os filiados foram consultados e preferiram o formato virtual para que pudessem manter o distanciamento social. Devido à pandemia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passou a aceitar, no lugar da ata do encontro, o vídeo com as votações dos convencionais. Ainda não está certo se a convenção do SD vai anunciar o ingresso da ex-prefeita Marta Suplicy como vice na chapa de outro pré-candidato.

Integrantes da direção do SD local vão se reunir com a ex-prefeita na próxima sexta-feira, dia 4, para tentar persuadi-la a se lançar como candidata à Prefeitura da cidade. Os correligionários da ex-senadora e ex-prefeita preferem que ela se apresente como titular de chapa na disputa municipal porque acreditam que ela conseguiria ajudar a eleger mais vereadores do Solidariedade. O partido reconhece, porém, que se trata de uma escolha pessoal.

Paralelamente, Marta negocia uma possível candidatura dela a vice na chapa do atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB).

Na quarta-feira passada, Marta realizou uma live com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, na qual ambos defenderam a criação de uma frente ampla contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com articulações sendo feitas já na eleição municipal deste ano. “Devemos começar em São Paulo um movimento de frente ampla com forças políticas que são contra o desmonte autoritário e aponte para 2022. Temos que começar agora essa conversa. Não será na véspera de 2022 que vamos ter um programa de governo que nos una”, disse a ex-prefeita na ocasião.

A possibilidade de Marta integrar a campanha do prefeito Bruno Covas daria um perfil de centro-esquerda à candidatura tucana. A união, no entanto, não é consenso no PSDB.

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