Saúde é tema no primeiro debate em Porto Alegre

Encontro entre candidatos foi primeiro ato oficial da campanha; José Fortunati (PDT), que busca a reeleição, foi alvo preferido dos adversários

Elder Ogliari, de O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2012 | 13h15

PORTO ALEGRE - O primeiro debate da campanha para a prefeitura de Porto Alegre mostrou que a saúde é o tema preferido dos candidatos. Além da área da saúde, José Fortunati (PDT), que busca a reeleição, também foi um dos focos do embate como o alvo de concorrentes como Manuela D'Ávila (PC do B) e Adão Villaverde (PT).

Como são da base da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador Tarso Genro (PT), os três (Fortunati, Manuela e Villaverde) também foram provocados a responder por seus vínculos políticos pelos candidatos Wambert Di Lorenzo (PSDB), Roberto Robaina (PSOL), Jocelin Azambuja (PSL) e Érico Correa (PSTU).

O encontro dos concorrentes para discutir seus programas foi promovido pela Rádio Gaúcha e TV Com, do Grupo RBS, na Câmara de Vereadores, na manhã desta sexta-feira, 6, tornando-se o primeiro ato oficial da campanha para todos eles.

Logo no primeiro bloco, Correa disse que "o símbolo dessa eleição será uma senhora deitada diante de um posto de saúde fechado em dia de ponto facultativo". Manuela levou a conversa para o mesmo tema ao afirmar que a prefeitura só investe 10% de seu orçamento em atenção básica à saúde. Fortunati reconheceu um erro pontual de atendimento à paciente e rebateu as críticas, destacando que o município abrirá 354 leitos do SUS até o final. Já Villaverde usou uma pergunta para Correa para afirmar que Porto Alegre captou poucos recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal.

Em diferentes momentos do debate, Di Lorenzo e Villaverde citaram os políticos nacionais que dizem representar. Enquanto falava na necessidade de melhorar a gestão pública, Di Lorenzo afirmou que "o PT também deve pedir desculpas" pela situação de Porto Alegre porque governou a cidade por 16 anos, até perdê-la para José Fogaça, então no PPS, hoje no PMDB, em 2004.

Ainda nas críticas, o tucano Di Lorenzo ressaltou que Villaverde é candidato do governo do Estado e do governo federal. "Sou, sim, candidato da presidente Dilma e do governador Tarso Genro", proclamou o petista. Em outra discussão, com Robaina, que acusava o PT de seguir o programa econômico do PSDB, Di Lorenzo fez frase parecida. "Sou, sim, candidato de Yeda Crusius (ex-governadora), Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra", ressaltou.

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