Sarney diz adeus sem fazer a economia que prometeu

O senador José Sarney (PMDB-AC) deixa hoje a presidência do Senado com a aprovação de uma proposta de reforma administrativa que reduz gastos da Casa em R$ 83 milhões, uma economia bem abaixo da que havia prometido. Sarney deixa o cargo oferecendo um projeto de reforma mais modesto. Em propostas engavetadas desde 2009, quando o Estado denunciou a existência de atos secretos na Casa, a economia chegava a até R$ 185 milhões.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2013 | 02h05

Ciro Nogueira (PP-PI), relator do texto aprovado ontem por unanimidade pela Mesa Diretora - ainda precisa passar pelo Plenário -, admitiu que a proposta é "menos audaciosa". O texto prevê um corte no número de servidores comissionados em torno de 30%. Cada senador, que antes podia contratar entre 20 e 80 funcionários com a verba de gabinete, agora poderá nomear 54, mas o valor total a ser gasto com salário continua o mesmo - cada gabinete tem mais de R$ 80 mil mensais para dividir entre os comissionados. Neste caso, a redução de custos se dará nas despesas trabalhistas. Nogueira manteve em sete o número mínimo de cargos efetivos exigidos em cada gabinete. Propostas anteriores reduziam para cinco.

A reforma atende a uma antiga reivindicação dos parlamentares: permitir que funcionários comissionados se tornem chefes de gabinetes, função reservada atualmente para servidores efetivos. A proposta prevê redução, ainda, de contratos de funcionários de empresas terceirizadas e a fusão de órgãos na Casa. / R. B. e D. A.

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