'Salto alto é ruim, cuidado Kassab', diz Marta

Candidata do PT diz que não entregou os pontos; segundo Ibope, Kassab tem 53% das intenções, e Marta, 36%

Carolina Ruhman, da Agência Estado

23 de outubro de 2008 | 13h55

Apesar da pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira a quatro dias do segundo turno da eleição, que mostra o prefeito e candidato à reeleição pelo DEM,  Gilberto Kassab , 17 pontos à frente da candidata do PT,  Marta Suplicy negou que teria entregue os pontos e fez um alerta a seu adversário para que evite o salto alto. "A urna não foi aberta e salto alto é ruim. Cuidado, Kassab", disse Marta, após reunir-se com trabalhadores do setor de construção civil no bairro do Brooklin, na zona Sul da Capital. Segundo o Ibope, Kassab tem 53% das intenções de voto, e Marta, 36%. Já de acordo com o DataFolha, também divulgado na quarta-feira, o prefeito tem 54% ante 36% da petista.   Veja também: Marta cai e Kassab amplia 17 pontos de vantagem sobre petista A quatro dias da eleição, Gabeira e Paes mantêm empate no Rio Especial: Perfil dos candidatos em Belo Horizonte  'Eu prometo' traz as promessas dos candidatos  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País   No último dia permitido pela legislação eleitoral para a realização de comícios e reuniões públicas. Frisando o tempo inteiro animação, Marta insistiu: "Não entreguei ponto nenhum". Ela conta ainda com o debate da TV Globo, que será realizado. Entretanto, ela não quis detalhar sua estratégia para o confronto afirmando que isso não se coloca a público.   Marta ainda vê chances de vencer a eleição esse domingo (26). "As pessoas vão ter que se conscientizar. Eu espero que elas percebam o que é melhor para São Paulo", afirmou, acrescentando que as duas candidaturas são "muito diferentes". "Eu acredito que uma das campanhas está com dados enganosos, manipula. Eu não vou achar que a eleição está perdida antes de abrir a urna." Questionada por uma jornalista sobre o que fará caso perca a eleição, Marta rebateu: "Mas que pergunta. Eu vou ganhar".   A petista evitou comentar o parecer favorável concedido pelo Ministério Público ao pedido de sua campanha para impugnar a candidatura de Kassab por uso da máquina pública. "Vamos deixar que a Justiça decida", declarou. Entretanto, ela aproveitou para criticar o prefeito, acusando-o de utilizar a máquina publica desde o início da campanha. "Esse cheque foi abusado", atacou, referindo-se ao cheque de 1,5 metro de R$ 198 milhões que Kassab deu ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em solenidade pública para obras do Metrô na Capital.   Marta também não quis comentar sobre a visita que Kassab fez nesta manhã às obras ao Centro Educacional Unificado (CEU) da Vila Formosa. Kassab acusou a petista de ter feito uma "pegadinha" para colocá-lo em situação embaraçosa frente a militantes do PT na frente do canteiro de obras, na terça-feira. Sobre a acusação, Marta disse simplesmente: "Eu não sei, eu não estava lá". Mas voltou a ironizar a insistência do prefeito de que entregará o CEU dentro do prazo, em fevereiro. "Está lá uma terraplanagem e ele dizendo que vai entregar em fevereiro", alfinetou.   O evento de Marta atraiu a cúpula da campanha da petista. Estavam presentes o seu coordenador, deputado federal Carlos Zarattini (PT), assim como os deputados federais Jilmar Tatto (PT) e Paulo Teixeira (PT), os vereadores José Américo Dias (PT) e Paulo Fiorillo (PT), e representantes sindicais, como o presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva e o secretário-geral da entidade, João Carlos Gonçalves, o Juruna. Apesar do carro de som disponível, Marta falou com os trabalhadores da construção civil no chão, de microfone em punho.

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