'Sala de crise' da estatal entra em cena para conter danos

A Petrobrás já acionou a chamada "sala de crise", que está 24 horas à disposição da presidente Graça Foster. A diretoria da empresa, segundo apurou o Broadcast Político, estava ainda atordoada com a nota do Planalto em que a presidente Dilma Rousseff dizia ter referendado a compra da refinaria de Pasadena com base em um parecer "falho" do então diretor Nestor Cerveró, quando se divulgou a prisão do ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

Irany Tereza / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2014 | 02h04

"Sala de crise" é um recurso que a empresa adota em situações extremas que exigem resposta rápida e acompanhamento contínuo, para evitar prejuízos no mercado e na imagem da companhia. Geralmente, é ativada em casos de acidente, como vazamento de óleo ou problemas em plataformas. Desta vez, foi acionada por uma questão política - os eventuais prejuízos no mercado e à sua imagem ainda não apareceram.

Graça Foster, segundo algumas fontes, não foi informada com antecedência do teor da resposta de Dilma à reportagem do Estado. Desde a divulgação da notícia, anteontem, ela não se pronunciou e tem evitado compromissos públicos. "Ela não sabe o que dizer. É uma situação difícil", afirma um gerente com mais de 30 anos de da Petrobrás. Desde 2012, quando o caso foi levantado pelo Estado, sua resposta padrão era que uma auditoria interna investigava o contrato de Pasadena.

O clima na empresa é de preocupação com a possibilidade de sua imagem ser associada a atos de corrupção. "Todo mundo sabia que havia algum tipo de desvio, mas um como esse, envolvendo diretores e gerentes de primeira linha, nunca se viu", diz o gerente.

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