Saída de João Paulo da disputa ajuda PT, diz Falcão

Candidato renunciou à disputa pela Prefeitura de Osasco após condenação no julgamento do mensalão

Luciana Nunes Leal e Marcelo Portela, de O Estado de S. Paulo

31 de agosto de 2012 | 18h18

O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, afirmou nesta sexta-feira, 31, que a saída de João Paulo Cunha da disputa pela Prefeitura de Osasco após a condenação por lavagem de dinheiro pelo Supremo Tribunal Federal pode favorecer o partido. Segundo o dirigente petista, havia no município uma "expectativa em relação ao julgamento" do mensalão, no qual Cunha é réu. Antes de renunciar à candidatura em favor de seu vice, Jorge Lapas (PT), o petista aparecia atrás do ex-prefeito Celso Giglio (PSDB) nas pesquisas de intenção de voto, com crescimento da diferença em favor do tucano.

Rui Falcão, que acompanhou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem a Belo Horizonte para participar de ato de campanha do ex-ministro Patrus Ananias à prefeitura da capital, inicialmente alegou que o processo do mensalão não afeta as eleições municipais. "(O julgamento) não está atrapalhando. Tenho viajado pelo País e não vejo nenhuma vinculação entre o julgamento e as eleições", disse.

Logo depois, porém, admitiu que, ao menos em Osasco, o processo "teve repercussão". Para Falcão, porém, a decisão de João Paulo Cunha foi um ato de desprendimento em favor da legenda. "Ele, como militante que é, fez uma avaliação política, já que o projeto não é pessoal, e abriu mão para o vice", observou. "Não havia grande entusiasmo em relação aos adversários. (Agora) é bem possível que o PT possa assumir a dianteira. A expectativa é de que mude o quadro eleitoral", avaliou.

São Paulo. Rui Falcão afirmou nesta sexta que, apesar do crescimento da rejeição ao candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra, não dá para menosprezar o potencial eleitoral do tucano porque o partido adversário tem capital político e recursos para investir na eleição. Para o presidente petista, a rejeição a Serra foi "precipitada" pelo "desgaste do PSDB, da "agressividade" que o tucano adotou, do "fato de ele ter abandonado a prefeitura" e de ser ligado ao atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), que "está desgastado".

"Agora, o PSDB tem muita estrutura. E o Russomanno, desde que começou o programa de TV, estacionou", observou, referindo-se ao candidato Celso Russomanno (PRB), que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto na capital.

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