Reprodução/Campanha Marcio França
Reprodução/Campanha Marcio França

Saída de Doria da Prefeitura vira tema dos primeiros comerciais no rádio e na TV

Atual governador e candidato à reeleição, Márcio França (PSB) faz marchinha de carnaval para ressaltar ‘falta de palavra’ do adversário; já o tucano diz reconhecer que eleitores possam estar chateados

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2018 | 12h20

Atual governador de São Paulo e candidato à reeleição, Márcio França (PSB) iniciou, já no primeiro dia da propaganda eleitoral no rádio e na TV, ataques a seu ex-aliado e agora principal adversário, João Doria (PSDB). Em um dos comerciais veiculados na manhã desta sexta-feira, 31, sua campanha colocou no ar uma marchinha de carnaval para lembrar o eleitorado que Doria não cumpriu, como prometido, os quatro anos de mandato à frente da Prefeitura. A música diz:“Aí, João, não foi legal, largou o cargo, abandonando a capital. Agora é tarde, para se explicar, ninguém aguenta mais tanto blá-blá-blá...”

Em outra inserção, sem citar nominalmente o tucano, França fala em confiança e lealdade. “Quem governa tem que ter palavra, tem que honrar seus compromissos para merecer a confiança e ter a lealdade como valor maior. É assim que eu tenho trabalhado toda a minha vida e é assim que eu vou ser no governo de São Paulo.” E ainda promete, caso eleito, cumprir quatros anos no Palácio dos Bandeirantes.

Doria também resolveu abordar o assunto logo no primeiro comercial no rádio. O tucano se apresenta ao eleitor e explica sua decisão. “Essa é a primeira oportunidade de explicar o que me levou a disputar essa eleição para o governo de São Paulo. Eu reconheço que alguns ouvintes devem estar chateados comigo por causa dessa decisão. Eu respeito esse sentimento, mas o que me levou a isso foi a possibilidade de ter mais força, condições e recursos para trabalhar mais pelas pessoas”, afirma. Em outro trecho diz que espera que as pessoas compreendam.

As inserções de Doria seguem o mesmo estilo usado por ele na campanha de 2016, quando se elegeu prefeito de São Paulo no primeiro turno. Mas, dessa vez, o mote de “gestor” e o de “não político” não foi usado, ao menos por enquanto.

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