JF DIÓRIO /ESTADÃO
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Saiba o que foi destaque no primeiro debate eleitoral em SP

Cinco dos onze candidatos que estão na corrida pela Prefeitura participaram do encontro promovido pela TV Bandeirantes

Alexandra Martins, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2016 | 02h05

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo participaram na noite de segunda-feira, 22, do primeiro debate eleitoral da disputa deste ano. Abaixo, listamos alguns dos principais assuntos abordados no encontro.

Saúde

O tema foi um dos preferidos pelo candidato João Doria (PSDB) para criticar a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), que tenta a reeleição. O tucano qualificou de “desastre” a administração municipal do setor, ao apresentar vários números sobre aumento do tempo de espera de consultas, exames e cirurgias nos postos de saúde da Prefeitura. Haddad rebatia, por outro lado, com dados sobre quedas em relação à administração do ex-prefeito Gilberto Kassadb (PSD). “Estou abismado com a sua desinformação. Você está mal assessorado”, disse o petista ao tucano. Major Olímpio (SD) quis saber como o candidato Celso Russomanno (PRB) fará para elevar os salários do servidor da área, por exemplo, para R$ 25 mil. “Um paciente em UTI custa R$ 2,5 mil por dia ou R$ 150 mil por mês, que significa cinco médicos ganhando R$ 25 mil”, respondeu o deputado federal do PRB.

Transporte

O assunto rendeu perguntas entre o prefeito e o tucano João Doria, bem como de Russomanno ao petista. De Doria, Haddad quis saber se ele acabará, em caso de vitória, com um dos corredores de ônibus do Morumbi, deixando o candidato embaraçado. Já Doria respondeu que não vai acabar com nada, mas “avaliar”, “aprimorar”, “ampliar”. Chegou a dizer que irá instalar wifi nos ônibus, o que Haddad rebateu, dizendo que vários ônibus já possuem wifi na cidade. Doria voltou então às críticas à gestão petista na área da saúde e seu tempo logo acabou. Russomanno, por sua vez, afirmou ter números sobre o número de mortes nas vias da cidade após Haddad implantar limite de velocidade que não correspondiam ao discurso do petista. “Sinto muito lhe dizer que estamos com a mesma proporção de morte. Tenho esses números para mostrar. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) tem me dado informações”, dizia o deputado. Haddad já lhe dissera que, se há suspeita, que se investigue com os entes responsáveis pela divulgação das mortes na cidade, que é o governo do Estado, em clara provocação.

Pancadão

Os bailes na periferia conhecidos como "pancadões", onde há preferência por funk brasileiro atual, foram assunto entre os candidatos Marta Suplicy (PMDB) e Major Olímpio (SD). Para o  deputado federal, nesses espaços imperam a prática de “sexo a céu aberto”. Já para a ex-prefeita de São Paulo, é preciso proporcionar áreas de lazer para o jovem, que quer “paquerar, dançar”, já que “todo mundo já foi jovem”. Para Marta, quando a cidade não oferece área de lazer, os bailes acabam sendo dominados pelo tráfico. Já o candidato, usou de toda rispidez para dizer que vai mandar que se cumpra a lei “nesses antros de criminalidade”.

O major

O candidato do SD, Major Olímpio, se destacou por sua abordagem agressiva. Chamou Haddad de “produto de Lula e João Santana (marqueteiro de campanhas presidenciais petistas)” com tom de voz bem acima do adotado pelos demais candidatos. Haddad rebateu em tom calmo: “Sou professor universitário, minha mulher é professora universitária”. O major não se contentou: “O senhor parece estar sempre do lado de quem entende do politicamente correto, mas não justifica de onde veio o dinheiro de sua campanha”. Repetiu, em duas ocasiões, com voz firme, que vai “cumprir a lei”. “Isso aqui virou terra de ninguém”, dizia. Contra os “vagabundos”, disse que a tolerância “vai ser zero”.

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