SAIBA-MAIS-Candidatos do Rio propõem secretarias contra desordem

A convergência de propostas doscandidatos à prefeitura do Rio em diversas áreas se refletetambém no debate sobre a desordem urbana. Eduardo Paes (PMDB),Fernando Gabeira (PV) e Marcelo Crivella (PRB), com trajetóriaspessoais e políticas distantes, se aproximam quando o assunto éa desorganização dos espaços públicos da cidade. Os trêsconcorrentes propõem a criação de um novo órgão municipal paraconter o problema. Os demais candidatos prometem ainda a reorganização ou oaumento da Guarda Municipal, a melhoria nos serviços de limpezae iluminação das ruas, a criação de casas de passagem para apopulação de rua e o combate ao comércio de produtos piratas nacidade. Veja a seguir as principais propostas dos candidatos paraconter a desordem urbana: MARCELO CRIVELLA (PRB) Com o slogan "Vamos arrumar o Rio", o candidato temapostado na questão da desordem urbana. Em seu programa degoverno, Crivella promete a criação da Secretaria de Proteção àCidadania, que coordenaria "iniciativas e estratégias deprevenção e redução de infrações e na manutenção da ordemurbana". Ele também já prometeu o aumento do efetivo da GuardaMunicipal. EDUARDO PAES (PMDB) Propõe a criação da Secretaria de Ordem Pública. SegundoPaes, que defende o ideal de "prefeito-síndico", a nova pastacentralizará "as ações de moralização do espaço urbano, dapopulação de rua e do comércio ilegal, além de reprimirpequenos delitos". JANDIRA FEGHALI (PCdoB) A candidata pretende mapear vazios urbanos que possamreceber mercados populares organizados e regulamentados, usar aGuarda Municipal para identificar e coibir a desordem urbana,reorganizar o trânsito em áreas escolares, impedir que bares erestaurantes invadam calçadas e investir em limpeza esaneamento. FERNANDO GABEIRA (PV) Promete criar a Secretaria de Gestão do Espaço Público,que, segundo ele, será responsável por "agir imediatamentecontra os focos de desordem" na cidade. Gabeira afirma tambémque a gestão de praças e unidades de conservação deverá serentregue à sociedade civil e a empresas. A intensificação davigilância por câmeras, em sua opinião, complementará oscuidados com a cidade. ALESSANDRO MOLON (PT) Para o petista, a desordem urbana é fruto da ausência de"um código de posturas consolidado", que deveria ser garantidopela prefeitura. "Hoje ninguém conhece direito as atribuiçõesda Guarda Municipal. Vou reorganizá-la, estabelecendo suasfunções em estatuto", promete Molon. SOLANGE AMARAL (DEM) Candidata apoiada pelo atual prefeito, Solange Amaralacredita que a solução para a desordem urbana deve começar como combate ao comércio de produtos piratas. "No que diz respeitoà população de rua, a prefeitura tem boa aliança com oMinistério do Desenvolvimento Social e tem que trabalhar naprevenção. Já o menor infrator é competência do Degase(Departamento Geral de Ações Socioeducativas), dos órgãosestaduais", afirma a democrata. CHICO ALENCAR (PSOL): O socialista entende como desordemurbana a falta de iluminação pública, o sucateamento do bondede Santa Teresa, as linhas de ônibus que prestam serviços ruinspara a população e a poluição sonora. Além de criticar aspolíticas de repressão a camelôs, Chico Alencar defende um novolevantamento sobre a população de rua carioca e a implementaçãode metas para reduzir, em quatro anos, "pelo menos 70% essequantitativo de pessoas jogadas na subcidadania".(Reportagem de Carla Marques)

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