Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Russomanno parabeniza Covas e Boulos e diz que foi 'leal' a Bolsonaro

Candidato do Republicanos disse que partido é que irá decidir sobre apoio no segundo turno

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2020 | 00h19

O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo pelo Republicanos, Celso Russomannoafirmou que não iria avaliar se o apoio do presidente Jair Bolsonaro foi decisivo para que ele ficasse fora do segundo turno, mas começou o discurso em que reconheceu a derrota ressaltando que foi "leal" ao presidente. 

"Essa é uma análise que não vou fazer. O que eu vou dizer claramente é que não me arrependo de nada que a gente fez", disse, ao ser perguntado se a aliança com o presidente o prejudicou. "Éramos sabedores dos ônus e dos bônus que a gente ia ter durante a eleição", complementou.

"A lealdade e a fidelidade valem mais do que uma eleição", terminou, destacando ter ficado satisfeito com o nível de engajamento obtido do presidente na campanha. "Não conversei com ele (presidente) ainda, mas vou conversar."

"A gente assumiu um lado e se tem uma coisa que ninguém pode negar aqui é nossa fidelidade, nossa hombridade em ter lado e fazer da maneira certa. Essa é a campanha do tostão contra o milhão", disse.

Russomanno buscou afirmar que tinha poucos recursos para a campanha, ante os demais candidatos. "Tínhamos poucos recursos e não pudemos fazer impulsionamento e está cada vez mais claro que o impulsionamento nas redes sociais demonstra uma força muito grande, até pela produção de fake news feita contra minha pessoa."

Por outro lado, evitou ataques ao partido, dizendo que o Republicanos tinha uma estratégia de crescer nacionalmente e, portanto, investiu em mais campanhas pelo País. "Fizemos uma eleição que constrói a eleição de 2022, para a gente aumentar a bancada nossa de deputados federais e a bancada de senadores."

"Quanto foi gasto pelo Bruno? Quinze vezes mais do que a minha eleição? Quanto foi gasto pelo Boulos, cinco, seis vezes mais do que minha eleição? Essa era uma eleição de dinheiro, de impulsionamento pelas redes sociais, de fake news", declarou. Assim como fez pela manhã, quando voltou em um colégio do Morumbi, na zona sul, ele voltou a relacionar a derrota também a supostas fake news de que teria sido alvo. "Nós fomos vítimas de todos os ataques possíveis e imagináveis, até porque eu saí na frente."

O candidato afirmou que os votos de "centro-direita" ficaram pulverizados na cidade. "Esse é um dos motivos dessa pulverização, a divisão dos candidatos", ao citar outro motivo que resultou na derrota.

Russomanno disse que iria conversar com o partido sobre eventual apoio a um dos candidatos, mas disse que seria leal ao presidente. "Eu sou leal. Eu tenho uma bandeira, tenho um lado, e quando adoto essa bandeira eu sigo até o final", afirmou, ao ser questionado se também trataria do tema também com o presidente.

O candidato sorriu ao comentar o fato de esta ser a terceira derrota consecutiva. "Não vejo problema nenhum. Porque o importante é participar e dar sua contribuição à democracia", afirmou. Desconversou, por outro lado, quando foi perguntado sobre a possibilidade de concorrer mais uma vez. "Isso é para daqui a quatro anos, nós vamos conversar", disse.

Sobre os problemas na divulgação dos resultados, o candidato disse que não tinha informações sobre falta de segurança das urnas, mas defendeu a impressão dos votos para a conferência. "Isso só acrescenta à democracia."

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