Russomanno e Haddad rejeitam pedágio urbano

Candidatos criticam cobrança de tarifas em SP e nas estradas que ligam os municípios da Região Metropolitana da capital

BRUNO LUPION , RICARDO CHAPOLA , ESTADÃO.COM.BR, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2012 | 03h07

Os candidatos do PRB e do PT à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno e Fernando Haddad, afirmaram ontem serem contra a implantação de pedágio urbano na capital paulista e a cobrança de tarifas em rodovias que interligam os municípios da região metropolitana de São Paulo.

"Eu sou contra pedágio urbano, eu sou contra aumento de custos, eu sou contra taxas. Não é assim que a gente constrói uma cidade melhor. Vai ficar melhor quando levarmos para as periferias polos de trabalho", enfatizou Russomanno, após debate com empresários no Instituto de Engenharia.

Já o petista reagiu à informação, publicada ontem, de que a cobrança eletrônica de pedágio por quilômetro rodado, em estudo pelo governo do Estado, poderia ser aplicada em rodovias que ligam a capital a cidades da Grande São Paulo, como São Bernardo do Campo e Cotia.

"A circulação da riqueza e das pessoas dentro da região metropolitana precisa ser facilitada, e o pedágio vai no sentido contrário dessa integração", disse Haddad, após caminhada em São Mateus, sobre a informação, divulgada pela Folha de S.Paulo. Ele também criticou a "falta de liderança" do prefeito Gilberto Kassab (PSD) para desenvolver políticas públicas articuladas com as cidades vizinhas, especialmente em relação ao transporte público.

Em nota, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) afirmou que não há prazo para o novo sistema de cobrança entrar em funcionamento e que o modelo levará em conta as particularidades de cada estrada.

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