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Russomanno diz que vai decidir neste domingo se participa de debate

Em feira na Cidade Tiradentes, candidato do PRB voltou a dizer que impedimento de Erundina é preconceito contra mulher

Gilberto Amendola, São Paulo

21 de agosto de 2016 | 15h08

O candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (PRB) visitou uma feira livre na Cidade Tiradentes, na zona leste, e voltou a dizer que pode não comparecer, nesta segunda-feira, 22, ao debate entre os candidatos promovido pela Rede Bandeirantes. 

Segundo Russomanno, a decisão deve ser tomada ainda nesse domingo.  Como ele já tinha afirmado no sábado, o motivo da ausência do hoje líder nas pesquisas de intenção de votos seria o não comparecimento da candidata Luiza Erundina (PSOL). Erundina só poderia participar se houvesse acordo entre todos os candidatos. Apesar da boa posição nas pesquisas, o PSOL não tem número suficiente de deputados (9) para assegurar, de acordo com a lei eleitoral, sua participação no debate. Erundina entrou na Justiça contra a proibição, mas teve o pedido negado. 

Continuo vendo essa recusa em permitir a participação de Erundina no debate um preconceito contra a mulher, contra uma senhora de 80 anos. Ainda vou decidir se vou ao debate", disse Russomanno. Outra hipótese, levantada por ele, seria a de ficar do lado de fora da emissora debatendo com a própria Erundina. 

A chuva forte não impediu que o candidato continuasse na trilha de visitar 50 feiras livres até o final do primeiro turno. Na Cidade Tiradentes, ouviu pedidos de leitores que doram de operação para catarata e ajuda para conseguir emprego. No ato, fez promessas de melhorar a segurança pública na região e aumentar a qualidade e a fiscalização sobre a prestação de serviços públicos e privados.

Alguns feirantes deixaram claro o descontentamento com a visita de políticos em campanha. "Depois da eleição, nenhum deles aparece", disse a dona da barraca de temperos. "O pior é que ainda atrapalha o movimento do dia".

Muito reconhecido como uma figura da televisão, mais do que como político, Russomanno passou a maior parte da caminhada dando autógrafo e sendo alvo de selfies de eleitores. O burburinho era tão intenso que, provavelmente, ele não conseguiu ouvir uma criança que gritavam por atenção, chamando-o de Celso Portioli.

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