Russomanno critica uso de ‘padrinhos políticos’ por adversários

Durante proprama eleitoral de rádio, candidato pelo PRB disse que seu principal aliado é o eleitor ao fazer referência às campanhas de Haddad e Chalita

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

27 de agosto de 2012 | 08h42

O candidato do PRB a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno, criticou nesta segunda-feira, 27, durante sua participação no programa eleitoral gratuito no rádio, veiculado entre 7h e 7h30, o uso de "padrinhos políticos" por adversários na disputa pela sucessão de Gilberto Kassab (PSD). "Padrinho é aquele que quer escolher o voto por você. Eu não tenho padrinho. Você (eleitor) é o meu padrinho", declarou o candidato. Em seguida, a narradora do programa emendou: "O que mais tem nessa eleição é candidato preso em padrinho para conquistar uns votinhos."

Nesta campanha, o candidato do PT, Fernando Haddad, tem aparecido sistematicamente ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No programa de rádio petista, Lula é um dos três apresentadores. O candidato do PMDB, Gabriel Chalita, também já levou ao seu programa o vice-presidente da República, Michel Temer.

Já o candidato do PSDB, José Serra, focou o programa de rádio nos planos para o transporte público. Ele afirmou que, caso eleito, irá construir mais corredores de ônibus e monotrilhos, além de colaborar com o governo estadual na construção de metrôs e trens urbanos. O tucano criticou por não investir no metrô a administração federal petista e também a administração do PT em São Paulo, sem citar o nome, da ex-prefeita Marta Suplicy (2001-2004), que, segundo seu programa, investia apenas R$ 1 mil por ano no metrô. O tucano relembrou suas ações como ministro da Saúde, citando o tratamento gratuito para o combate à Aids e os remédios genéricos.

O programa do petista Fernando Haddad contou novamente com a participação de Lula como narrador e criticou a ausência de parcerias entre o governo federal e o poder municipal - um "jeito rancoroso de fazer política", nas palavras do ex-presidente. Haddad prometeu construir 55 mil casas na cidade com o programa federal Minha Casa, Minha Vida, trazer 31 polos das universidades abertas ao município e levar uma universidade federal à zona leste, que, segundo o candidato, viverá um "momento de esplendor" em uma eventual administração petista.

Gabriel Chalita voltou a criticar as "picuinhas" entre PT e PSDB, com o argumento de que quando o PT está na administração da cidade não se alia ao PSDB no plano estadual e quando os tucanos estão na administração da cidade não se aliam ao PT no plano federal.

A candidata do PPS, Soninha Francine, contou a história de uma menina que está na sétima série e não sabe ler nem escrever, além de ter sido aprovada apesar de faltado meio ano às aulas. Paulinho da Força (PDT) falou novamente de seus planos de levar o emprego para a periferia com incentivos fiscais.

O candidato do PSOL, Carlos Giannazi, disse defender a ética na política, a descentralização da administração e a participação popular nas decisões. Do PPL, Miguel Manso criticou a debandada de indústrias da cidade de São Paulo. Levy Fidelix, do PRTB, voltou a criticar os adversários por terem "copiado" suas ideias. Ana Luiza, do PSTU, defendeu subsídios ao transporte público e Anaí Caproni (PCO) criticou os capitalistas que comandam a cidade de São Paulo.

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