Russomanno alega que 'era permitido'

Para candidato do PRB, até 2009 deputados usavam as passagens aéreas a que tinham direito como quisessem

O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h02

O candidato do PRB à Prefeitura, Celso Russomanno, afirmou que devolveu R$ 726 mil de verba de gabinete enquanto era parlamentar, entre 1995-2010. Russomanno também economizou R$ 272,2 mil da cota de passagens aéreas a que tinha direito entre 2009 e 2010.

"É muito fácil detonar a minha imagem, falar que eu usei passagem quando era permitido, sendo que eu devolvi uma quantidade imensa durante os meus mandatos", disse. "Como eu estou em primeiro lugar nas pesquisas, aí tudo é em cima de mim."

Até 2009, não havia regra específica sobre a emissão de bilhetes, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a questionar a Câmara sobre o uso das passagens para fins distintos aos da atividade parlamentar.

Sobre a viagem da filha, Russomanno contou: "Ela foi fazer um intercâmbio. E naquela época não era proibido". O candidato também falou que chegou a levar "uma vez ou outra" a mulher nas viagens que fizera para Montevidéu, onde participou de reuniões do Parlasul. "Não fui pra lá nenhuma vez que não tivesse reunião. Teve reunião da comissão", disse ele, que viajou ao país 12 vezes em missão oficial.

Em relação às viagens a Porto Alegre, Chapecó, Brasília, Russomanno repetiu o mesmo raciocínio: "Na época, era permitido usar a passagem aérea do jeito que o parlamentar queria".

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