Werther Santana|Estadão
Werther Santana|Estadão

Russomanno acusa Marta de 'comprar' ex-funcionários de seu bar para denunciá-lo; candidata nega

Deputado do PRB afirma que vai acionar a peemedebista na Justiça por 'oferecer dinheiro' para que ex-garçons dessem depoimento sobre processo trabalhista de seu estabelecimento em Brasília; ela confirma o contato, mas diz não ter pago por informação

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2016 | 12h00

A disputa por uma vaga no segundo turno em  São Paulo intensificou a troca de acusações entre candidatos que registraram queda nas últimas pesquisas eleitorais. Celso Russomanno (PRB) acusou nesta terca-feira, 27, Marta Suplicy (PMDB) de pagar ex-funcionários do Bar do Alemão, do qual era sócio em Brasília, para denunciar irregularidades trabalhistas, como a não quitação de verbas indenizatórias e retenção de gorjeta. A candidata admite ter procurado os trabalhadores, mas nega que tenha oferecido qualquer benefício financeiro.

Russomanno acusou Marta de "cooptar", mediante pagamento em dinheiro, dois ex-funcionários de seu restaurante para que fizessem denúncias contra ele. Russomanno disse que vai acionar a candidata do PMDB na esfera eleitoral e criminal. Assista ao vídeo a seguir:

"A candidata Marta, através de sua assessoria, foi atrás dos funcionários do Bar do Alemão cooptando e oferecendo vantagens em dinheiro para que fizessem declarações a meu respeito", acusou Russomanno após um café da manhã com filiados do Sindicato das empresas de transportes de cargas de São Paulo e região (Setcesp). 

Em agenda nesta terça, Marta reconheceu que tenha procurado ex-funcionários do candidato do PRB. "Como ele disse que era mentira lá no último debate, nós enviamos pessoas a Brasília para ver se achávamos algum garçom que tem processo contra ele. Achamos três que têm processo contra ele. É só ver na Justiça. Ele manipula. Ele mente. Ele continua com propaganda enganosa", disse a peemedebista. Ela negou, no entanto, que sua campanha tenha pago pelas informações. "Cooptar é pagar. Ninguém foi pago. Foram encontradas pessoas que tinham processos. Fomos ver quem eram essas pessoas. Não sabíamos quem eram essas pessoas. Achamos essas pessoas e conversamos com essas pessoas. E as pessoas afirmaram quem é ele e que o processo existe. Ele, então, mentiu de novo."

Os depoimentos de dois ex-funcionários foram exibidos no programa da candidata do PMDB no horário eleitoral de rádio e TV. Eles afirmam que Russomanno não pagou o que era devido após o fechamento de seu restaurante em Brasília. 

"Se eu tinha 70 funcionários e fui alvo de ação trabalhista, isso é comum. Quero ver qual é o empresário deste País que não tem uma ação trabalhista. Mas condenação não tenho nenhuma", disse Russomanno. O candidato do PRB mostrou a jornalistas uma pilha de cópias de rescisões de funcionários que trabalhavam no seu restaurante.

Segundo o candidato, todos receberam o que foi devido. "Os poucos que entraram na Justiça, se quiserem fazer o acordo, o dinheiro está depositado. Mas se quiserem esperar a decisão judicial, tudo bem. A história vai mostrar que não vou ficar devendo nada para ninguém", disse. "Não tenho uma condenação no Bar do Alemão e nunca fiquei devendo a ninguém", completou. 

Russomanno classificou a atitude de Marta como "coisa baixa" e "sujeira". "Isso é tentar ganhar a eleição no tapetão. Quer chegar ao segundo turno? Seja competente. Não faça esse tipo de coisa. Não é correto. Não se ganha uma eleição com esse tipo de sujeira e coisa baixa."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.