Rui Falcão: 'há uma mídia conservadora, monopolizada, que faz o jogo de um partido'

Presidente do PT reclama da cobertura da mídia e de supostos boatos criados contra a campanha de Dilma Rousseff

José Roberto Castro, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 11h40

SÃO PAULO - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, reclamou há pouco, durante café da manhã com dirigentes dos partidos que apoiam a reeleição de Dilma Rousseff, da cobertura de parte da mídia e de supostos boatos criados contra a campanha. Segundo Falcão, nas últimas horas há uma "boataria muito forte" nas redes sociais. "Há uma tentativa de criar alarmismo, de levar as pessoas a não votarem nas regiões mais remotas. Nós pedimos ao TSE que garanta o transporte para reduzir a abstenção", afirmou o presidente petista. 

Falcão criticou ainda o que chamou de "mídia conservadora monopolizada que faz o jogo de um partido político" e quando perguntado se acreditava que a reportagem da revista Veja poderia influenciar no resultado as eleições, afirmou: "eles tentam fazer isso (influenciar no resultado) sempre. É uma operação casada, inclusive com o candidato", disse, a respeito da reportagem da revista Veja. A publicação afirma que o doleiro Alberto Youssef contou à Justiça Federal que Dilma e o ex-presidente Lula tinham conhecimento do suposto esquema de cobrança de propinas na Petrobras.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, chamou de "inaceitável" e "deplorável" a tentativa de influenciar o voto nas últimas horas antes da eleição com a criação de boatos nas redes sociais. O ministro da Justiça se disse surpreendido com a quantidade de boatos e citou inclusive uma história criada de que o doleiro Alberto Youssef teria sido envenenado e estaria morto. Em seguida, leu uma nota da Polícia Federal que informava que Youssef tinha alta prevista para os próximos dias. "É fato que em eleições sempre acontecem situações desta natureza, mas essas últimas horas foram extremamente pesadas na tentativa de criar situações", disse Cardozo.

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