Royalties devem ir para educação, diz Dilma

Em Palmas, presidente afirmou que recursos da exploração do petróleo devem ser usados em creches e escolas

RAFAEL MORAES MOURA, ENVIADO ESPECIAL / PALMAS (TO), O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h03

Diante da ameaça do Congresso de derrubar os vetos ao projeto de redistribuição dos royalties do petróleo, a presidente Dilma Rousseff aproveitou ontem a cerimônia de entrega de certificados do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Palmas (TO), para dizer que é "importantíssimo" destinar recursos da exploração do petróleo para a área de educação.

"Considero importantíssimo que todo o dinheiro que tivermos dos royalties, das participações especiais ou do Fundo Social, dos rendimentos do Fundo Social do pré-sal, tenham uma destinação prioritária para a educação", discursou a presidente, a uma plateia de cerca de 4 mil estudantes. "Porque nós precisamos ter creches, por isso que nós fazemos o programa das seis mil creches. Precisamos alfabetizar os brasileiros e as brasileiras na idade certa, até os oito anos."

Considerado uma das vitrines da gestão Dilma, o Pronatec pretende beneficiar 8 milhões de pessoas até 2014. Segundo o Ministério da Educação, cerca de 2,5 milhões de estudantes já foram matriculados em cursos técnicos (duração mínima de 1 ano) ou de formação inicial e continuada (duração mínima de 2 meses). Durante a solenidade em Palmas, Dilma destacou que a educação é uma riqueza que "cada um de nós carrega para onde vai".

Na semana passada, ao cumprir agenda oficial em Moscou, na Rússia, a presidente disse que "não tem crise com o Congresso" por conta da questão dos royalties. "Não tenho mais o que fazer. Não há nada mais forte que o veto. Que cada um vote com sua consciência."

Ontem, Dilma destacou a riqueza do petróleo, mas observou que é preciso valorizar as pessoas. "O nosso País é um país rico. Tem petróleo, minério, agricultura, indústria, mas ele tem um patrimônio maior que são os 190 milhões", observou.

Cachoeira. Um dia depois de terminar a CPI do Cachoeira, o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), prestigiou a entrega de certificados com a presidente Dilma. Filho teve afastamento preventivo pedido pelo procurador-geral de Justiça Clenan Renaut de Melo Pereira e foi um dos blindados daquela CPI.

Ele não discursou na entrega de certificados aos alunos do Pronatec, que ocorreu em uma escola inaugurada em sua gestão. De acordo com a assessoria da Prefeitura de Palmas, Filho "abriu mão" do discurso por se tratar de um evento de um programa federal. Ele saiu do evento sem falar com a imprensa.

Em depoimento em julho passado à CPI do Cachoeira, o prefeito de Palmas negou ter recebido dinheiro do contraventor. Em um vídeo gravado em 2004 Cachoeira diz que iria doar R$ 150 mil à sua campanha.

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