Paulo Sérgio/Estadão
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Romário não descarta disputar prefeitura do Rio de Janeiro em 2016

Eleito senador, ex-jogador diz que 'política é uma coisa dinâmica', mas que pretende cumprir novo mandato, que durará oito anos

Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 12h26

RIO - Eleito senador no Rio de Janeiro pelo PSB com 4,6 milhões de votos, o ex-jogador de futebol e deputado federal Romário reafirmou na manhã deste domingo, 26, que pretende cumprir o novo mandato de oito anos, mas disse que "política é uma coisa dinâmica" e não descartou a possibilidade de disputar a prefeitura do Rio em 2016.

"Depende muito do momento. Se existir essa possibilidade em 2016, o povo do Rio tiver interesse e eu sentir que é o momento de participar de uma eleição, eu faria, mas hoje o meu pensamento está voltado para cumprir esse mandato", disse Romário, no fim da manhã em rápida entrevista depois de votar no segundo turno da eleição.

O ex-jogador chegou sozinho, dirigindo uma caminhonete importada Range Rover, à Escola Municipal Joseph Bloch, em Parada de Lucas, na zona norte, onde fica sua zona eleitoral.

Ao deixar a cabine, Romário disse ter votado no governador e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e no candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves.

No primeiro turno, Romário apoiou as candidaturas derrotadas de Marina Silva (PSB) à Presidência e de Lindbergh Farias (PT) ao governo do Rio. "Agora é Pezão e Aécio, principalmente Aécio, porque está na hora de uma mudança, da alternância de poder", declarou o senador eleito.

"Se o povo brasileiro votar na Dilma, pela continuidade deste governo, significa que está satisfeito, coisa que eu particularmente não estou. A gente que vive hoje na política e acompanha tudo de perto sabe que a coisa está feia, a nossa política está suja."

Em 2012, Romário já tentou, sem sucesso, ser candidato a prefeito do Rio pelo PSB. "Hoje, eu não tenho nenhum tipo de perspectiva para 2016. Meu pensamento é cumprir meu mandato de oito anos. Eu na verdade não tenho plano nenhum em relação à possibilidade de outra candidatura nesses próximos anos. Mas é claro que a política é uma coisa dinâmica. Depende muito do momento."

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