Romário apela: quero trabalhar

Pelo Twitter, o deputado e ex-craque da seleção critica a falta de serviço em Brasília antes do carnaval

O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2012 | 03h03

Craque da conquista da Copa de 1994, o agora deputado Romário (PSB-RJ) entrou de sola contra os colegas na Câmara, o governo federal e o presidente do seu partido, Eduardo Campos, governador de Pernambuco. No Twitter, Romário disparou contra a falta de trabalho na Câmara e em seu site reclamou do contingenciamento de emendas parlamentares e de ser ignorado por Campos.

A revolta do baixinho com a falta de trabalho na Câmara aconteceu na noite de quarta-feira após o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), ter abandonado o plenário e atrapalhado os planos do governo de votar o projeto que cria o fundo de previdência complementar para os servidores públicos. Romário queria que fosse votada uma Proposta de Emenda Constitucional que dá benefícios a servidores aposentados por invalidez.

"Tem 3 semanas que venho a Brasília para trabalhar e nada acontece. E olha que estamos em ano de eleição", reclamou no Twitter. "Espero que na minha próxima vinda tenha alguma porra pra fazer. Ou será que o ano só vai começar depois do carnaval?"

Os ataques do craque continuaram por meio de seu site pessoal, onde reclamou da falta de liberação de emendas. "Meu partido é 100% governo e é incrível como que na hora de empenhar suas emendas todos os deputados reclamam. E o pior é que existem partidos que são oposição e as emendas desses parlamentares sempre são aceitas."

Romário aproveitou seu dia de fúria e protestou contra a falta de prestígio com o presidente do partido. "Outra coisa que gostaria muito é que o presidente do meu partido, Eduardo Campos, atendesse às minhas ligações. Tem dois meses que tento dar uma resposta que ele me pediu e até agora nada."

Os protestos de Romário contra a falta de trabalho contrastam com a postura dele no ano passado. Em fevereiro de 2011, ele foi flagrado jogando futevôlei numa quinta-feira enquanto a Câmara realizava sessão. A insatisfação de Romário com o PSB também é uma novidade. Em setembro passado ele jurou fidelidade à sigla depois de ter participado de uma festa do PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. / EDUARDO BRESCIANI

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