Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Rodrigo Pacheco desiste do governo de Minas e será candidato ao Senado nas eleições 2018

Democrata formará coligação com Antonio Anastasia (PSDB)

Jonathas Cotrim , O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2018 | 23h43

BELO HORIZONTE - O deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) desistiu de ser candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições 2018 na tarde desta segunda-feira, 6. Mesmo com a aprovação na convenção do domingo, 5, Pacheco decidiu aceitar a vaga ao Senado na coligação de Antonio Anastasia (PSDB). O candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), estiveram em Belo Horizonte para concluírem as negociações.

“Não podemos correr o risco de errar e ter um desalinho com o governo federal. Esse acordo nacional faz com eu adie o sonho de ser governador do meu Estado”, afirmou Pacheco, que também confirmou o deputado federal Renzo Braz como primeiro suplente – antes o parlamentar seria o candidato ao Senado na chapa do democrata. A ex-secretária da prefeitura de Uberlândia, Ana Paula Junqueira, não continuará na coligação.

Além do DEM, Rodrigo Pacheco trará para a coligação de Anastasia o PP e o Patriotas, que estavam alinhados junto com o democrata. Com isso, o PSDB tem agora nove partidos na coligação em Minas Gerais: PSD, PSC, PPS, PTB, PMN e Solidariedade. A segunda vaga para o Senado ficará o ex-presidente da Assembleia Legislativa Dinis Pinheiro (Solidariedade).   

O candidato ao governo de Minas nas eleições 2018, Antonio Anastasia, agradeceu o “desprendimento” de Pacheco e reforçou que a aliança faz parte da convergência com os partidos do Centrão (DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade). “Estamos na convergência para elegermos, em Minas e no Brasil, Geraldo Alckmin, próximo presidente da República”, afirmou. 

Desde que os partidos do Centrão (DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade) anunciaram acordo para apoiar o ex-governador de São Paulo, já existia a expectativa de que Rodrigo Pacheco deixasse a disputa. Mesmo assim, o deputado teria recebido carta branca branca da cúpula nacional do DEM para prosseguir com a candidatura. 

No entanto, nos últimos dias, Pacheco teria passado a negociar para ser palanque do candidato à presidência Ciro Gomes (PDT), em Minas Gerais, situação que teria gerado um mal-estar entre democratas e tucanos. 

Rodrigo Maia cutucou a campanha do governador Fernando Pimentel (PT) e negou que a desistência de Pacheco tenha sido uma intervenção da direção nacional no diretório estadual, como aconteceu no PSB com a candidatura de Marcio Lacerda ao governo de Minas. “Diferente de outros partidos, nunca vamos convidar o Rodrigo Pacheco para anunciar que ele não será mais candidato. Ele deixa de ser candidato por uma convicção dele”, afirmou.

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