Ritmo das viagens cai sob a nova direção

Nestes primeiros 16 meses de governo, Dilma imprimiu ritmo um pouco menos acelerado que seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas viagens internacionais. Enquanto Lula visitou 27 países no mesmo período, Dilma visitou 22, em 18 viagens. As viagens internacionais de Dilma passaram a ser mais frequentes depois da ida à ONU, em setembro do ano passado, quando fez discurso de abertura da Assembleia-Geral.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2012 | 03h07

Depois disso, Dilma participou da Cúpula Brasil-União Europeia, foi à Bulgária para uma visita sentimental e à Turquia. Em outubro do ano passado fez seu primeiro giro pela África, outra prioridade de Lula. Dilma esteve na África do Sul, Moçambique e Angola e promete, este ano, fazer uma nova incursão pela região, podendo começar pela Guiné Equatorial, no mês que vem, quando está prevista a realização de uma Cúpula América do Sul- África.

Depois, Dilma ainda foi à Cannes, na França, para participar da reunião da Organização Internacional do Trabalho, à Venezuela, Argentina, pela segunda vez, e ao Uruguai.

Direitos humanos. Em 2012, Dilma iniciou o ano visitando Cuba, onde aproveitou para marcar, mais uma vez, sua posição em relação aos direitos humanos, mostrando-se "contrária à politização indevida" do tema. Em discurso, chegou a citar por que discutem os direitos humanos em Cuba e não questionam os que se passa na base militar norte-americana Guantánamo.

Em março, Dilma foi à Alemanha, para tratar de um dos assuntos que está considerando mais caro ao seu governo: a integração tecnológica. Mas aproveitou para se queixar do "tsunami monetário" provocado pelos países ricos, que, insiste estar prejudicando os emergentes.

Vinte dias depois, Dilma desembarcou em Nova Délhi, na Índia, para participar da reunião dos Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, onde defendeu reformulação do FMI e Banco Mundial, assim como Conselho de Segurança da ONU, e voltou a criticar países ricos.

Na semana seguinte, desembarcou em Washington, para ser recebida na Casa Branca por Barack Obama, que tinha vindo ao Brasil exatamente um ano antes. No final de semana passada, Dilma teve novo encontro com Obama, desta vez em Cartagena das Índias, na Colômbia. Mas, desta vez, estavam em lados opostos já que ficou ao lado dos países da região que não aceitam a realização de nenhuma outra Cúpula das Américas sem Cuba.

Neste momento, o governo brasileiro aposta todas as suas fichas no sucesso da Rio+20, conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a ser realizada em junho, no Rio, embora reconheça as dificuldades de entendimento entre as nações em relação ao tema. Mais de 80 chefes de Estado e de Governo já teriam confirmado presença, o que anima o Brasil. / T.M.

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