Rio registrou maior avanço no ranking nacional entre as capitais

Cidade subiu 1.601 posições em relação a 2006; Estado também apresentou quadro fiscal positivo comparado a SP

RIO, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2012 | 03h04

Com um salto de 1.601 posições no ranking nacional do IFGF, a cidade do Rio teve, em 2010, o maior avanço entre as capitais (26,1%) em relação a 2006: alcançou o 14.º lugar nesse grupo de cidades e o 32.º posto no Estado.

Proporcionalmente, mais municípios fluminenses apresentaram quadro fiscal positivo na comparação com São Paulo. Das 92 prefeituras, 58 ganharam conceitos A e B no IFGF. Na lista dos 500 melhores resultados do País, 14 são cidades fluminenses. As prefeituras do Estado, de acordo com o estudo, apresentaram orçamentos pouco comprometidos com funcionalismo, boa administração de restos a pagar e mantiveram os investimentos em bom nível. Em três dos indicadores que formam o IFGF o Rio superou São Paulo: liquidez (0,7541 contra 0,6271), investimentos (0,6648 contra 0,6576) e receita própria (0,4004 - a maior média do Brasil).

A lista dos dez municípios fluminenses com IFGF mais alto é encabeçada por Itaguaí, cidade da região metropolitana que ganhou 0,8294 e ficou em 44.º lugar nacional. Vem seguida por Rio das Ostras (0,8284), Piraí (0,8142), Saquarema (0,8053) e Barra do Piraí (0,8030). Todas ganharam conceito A (excelente). A sexta colocação no Estado ficou com Campos dos Goytacazes, que recebeu nota B (boa gestão), com IFGF de 0,7972.

Petróleo. "Os royalties do petróleo influenciaram", reconhece Guilherme Mercês, da Firjan. Ele explica que os repasses da União pela exploração petrolífera da plataforma continental não contam como arrecadação própria, mas favorecem os investimentos e a liquidez, por exemplo.

Na lista dos municípios fluminenses de melhor desempenho fiscal, têm destaque cidades com expressivas receitas de royalties, como Rio das Ostras, Campos e Macaé. "Um quarto do orçamento de Campos atualmente é investimento."

A correlação do bom desempenho fiscal com royalties não é automática. O pior município é Carapebus, com IFGF 0,2577 e que também recebe dinheiro da exploração petrolífera. A cidade exibe indicadores sociais muito ruins.

Com apenas um dos cinco IFGFs parciais considerados de excelência (custo da dívida, o que, na verdade, indica que a cidade não tem capacidade de se endividar a médio e longo prazos), Carapebus apresentou dificuldade em gastos com pessoal e números críticos em receita própria, investimentos e liquidez. / W.T.

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