Richa exigiu aval para outros R$ 3,4 bi

Petistas e tucanos montaram nessa terça-feira, 29, em Curitiba um palanque ecumênico para o anúncio bilionário de investimentos em obras do PAC em mobilidade urbana. Mas antes de viabilizar o evento que colocou lado a lado no mesmo palanque o governador paranaense Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição, e sua provável adversária em 2014, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), os auxiliares da presidente Dilma Rousseff enfrentaram uma maratona tensa de negociações. Aproveitando o fato de o governo federal investir R$ 1,8 bilhão e emprestar outros R$ 700 milhões para o Estado investir em obras do metrô da capital paranaense, Beto Richa decidiu exigir também que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) autorizasse a liberação de outros empréstimos contraídos em 2011 com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Mundial, Banco do Brasil e BNDES - que somam R$ 3,4 bilhões.

BASTIDORES: Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2013 | 02h24

O STN alegava pendências com convênios da União e excesso de gasto com pessoal para não conceder o aval, mas para Richa os empréstimos estavam sendo travados para evitar que ele ampliasse sua capacidade de investimento em 2014, quando vai disputar a reeleição contra o PT. Após muitas negociações, só às 21h de anteontem o governador confirmou sua participação no evento, que já havia sido anunciado pelo Palácio do Planalto.

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