Réus no STF negam influência na indicação de dirigentes da estatal

Os réus do mensalão negam exercer influência sobre a atual administração dos Correios. Procurado pelo Estado, o ex-ministro José Dirceu, por meio de sua assessoria, disse conhecer Wagner Pinheiro desde a década de 1980, mas ressaltou não ter mantido contato com ele nos últimos anos.

BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2012 | 03h07

O deputado João Paulo Cunha, em nota, alegou não ter requisitado e nem recomendado a nomeação de Wilson Abadio de Oliveira. "A prerrogativa de nomear servidores, assim como o estabelecimento dos critérios para o preenchimento de cargos, são funções exclusivas do presidente e da diretoria do órgão."

Os Correios informaram que seu presidente, Wagner Pinheiro, não poderia dar entrevista, por estar viajando, a trabalho. Em nota, a empresa alega que não consta, nos registros de empregados e dirigentes, informação sobre filiação partidária, "por se tratar de um direito democrático, legal e de caráter pessoal".

A estatal explicou que os cargos da alta administração são de livre nomeação, mas se deve obedecer a alguns pré-requisitos, como formação superior ou o comprovado exercício, por três anos, do cargo de diretor ou conselheiro de administração de sociedades por ações.

O advogado de Luiz Gushiken, José Roberto Leal de Carvalho, disse que seu cliente, que enfrenta um tratamento contra um câncer, não se pronunciaria. Larry Manoel Medeiros de Almeida, vice-presidente de Gestão de Pessoas, afirmou que sua relação com Maria do Rosário é "institucional". / F.F. e E.B.

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