Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Resumo das Eleições 2018: TSE quer investigar ameaça a Rosa Weber e juristas apoiam Haddad

Bolsonaro pede indicações para Agricultura, ex-líder da Ku Kux Klan fala sobre candidato do PSL e PT considerada improvável formação de frente ampla; veja destaques desta terça

Igor Moraes, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2018 | 20h07

De segunda a sexta, o Estado publicará resumos com as principais notícias sobre as campanhas e o dia dos candidatos nas eleições 2018.

Confira abaixo os destaques desta terça-feira, 16:

TSE pede investigação de mensagem em tom de ameaça para Rosa Weber

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu que a Polícia Federal (PF) apure uma mensagem em tom de ameaça endereçada à presidente da Corte, ministra Rosa Weber.

O texto, enviado por meio de uma rede social do Tribunal, diz que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) está “matematicamente eleito” e que “se as urnas forem fraudadas” a população irá às ruas para exigir um novo pleito com votos impressos. Em outros trechos, a mensagem afirma “experimente deixar que isso aconteça” e “espero que a senhora fique de olho”.

O caso foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmado pelo Broadcast Político. A PF foi avisada nesta segunda-feira, 15,  e um ofício para o órgão solicita a identificação da origem e do autor da mensagem.

Ameaça ‘obviamente representa um crime’, diz Jungmann

Nesta terça, 16, o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann afirmou que a mensagem enviada para Rosa Weber “obviamente representa um crime”.

"O que eu sei é que ontem, na reunião que tivemos com diretor-geral da PF (Rogério Galloro) e também do secretário nacional da Segurança Pública, Brigadeiro Fiorentini, é que ela (Rosa) fez essa queixa informalmente, e que iria formalizar, e que a Polícia Federal imediatamente ia apurar para chegar aos responsáveis por essa ameaça, que obviamente representa um delito, representa um crime, e tem de ser identificado quem o fez para ser legalmente punido", disse Jungmann.

Conselho do TSE se reúne com WhatsApp

O Conselho Consultivo do TSE se reuniu por teleconferência com representantes do WhatsApp na tarde desta terça, 16, para discutir a veiculação de notícias falsas no aplicativo.

Conselheiros ouvidos reservadamente pelo Estadão/Broadcast avaliam que o Tribunal subestimou o impacto da proliferação de notícias falsas durante a campanha e está “atuando a reboque dos fatos”. Ministros do TSE, por outro lado, divergem sobre o papel da Corte no enfrentamento da questão.

Bolsonaro quer indicação para Agricultura

A deputada Tereza Cristina (DEM-MS) afirmou que Jair Bolsonaro pediu que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) indicasse um nome para assumir o Ministério da Agricultura, em caso de vitória do candidato do PSL nas eleições 2018. "Devemos sugerir uns três nomes, mas ainda estamos estudando", afirmou a parlamentar.

Ex-líder da Ku Klux Klan exalta Bolsonaro; presidenciável recusa apoio

David Duke, ex-líder do grupo racista Ku Klux Klan (KKK), citou Jair Bolsonaro em seu programa de rádio no dia 9 de outubro. No comentário, ele comemorou o fato do candidatos ser uma nacionalista.

A fala foi revelada pela BBC Brasil e confirmada pelo Estado.

“Ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro. Ele soa como nós. Ele também é um candidato muito forte. É um nacionalista”, disse Duke.

Pelo Twitter, Bolsonaro recusou qualquer apoio de grupos supremacistas. "Sugiro que, por coerência, apoiem o meu adversário o candidato da parte esquerda, que adora Segregar a sociedade! Esta é uma ofensa com as pessoas brasileiras, as mais belas e mistas da raça do mundo", afirmou o presidenciável do PSL.

Mais de mil juristas assinam manifesto em defesa de Haddad

Um grupo de mais de mil advogados, ex-ministros, procuradores, professores de direito e expoentes do setor jurídico brasileiro assinaram um manifesto em defesa da candidatura de Fernando Haddad (PT). O documento será apresentado na quinta-feira, 18. Os apoiadores afirmam que, em um momento de “ameaça à democracia”, é preciso colocar as diferenças de lado em nome de um interesse maior.

Entre os signatários do manifesto estão os ex-ministros da Justiça José Carlos Dias (governo Fernando Henrique Cardozo), Eugenio Aragão, José Eduardo Cardozo e Tarso Genro (governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff); o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence (advogado de Lula na Lava Jato); o ex-procurador-geral de Justiça Antônio Carlos Biscaia; e os advogados Pedro Dallari, Belisário dos Santos Jr, Celso Antônio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari, Pedro Serrano e Marco Aurélio de Carvalho (coordenador Jurídico do PT).

Haddad acredita em apoio explícito de Cid Gomes

Um dia após a discussão entre o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) e militantes do PT, o candidato Fernando Haddad disse acreditar que o político dará uma declaração explícita de apoio para sua candidatura até o segundo turno das eleições 2018, no dia 28 de outubro.

"Vamos ter o Cid dando uma declaração explícita sobre a minha candidatura porque ele sabe o risco do (Jair) Bolsonaro ser presidente", disse Haddad à Rádio Jornal Meio Norte, do Piauí.

Em um evento em Fortaleza nesta segunda, 15, Cid declarou que o PT deveria pedir desculpas e reconhecer que fez muita besteira. Em seguida, o pedetista foi vaiado e discutiu com a militância petista presente no local. 

Cid Gomes: parte do PT está se “lixando” para Haddad

Nesta terça, 16, Cid Gomes afirmou ao Estadão/ Broadcast que parte do PT já deu por perdida a corrida presidencial no segundo turno e está “se lixando” para Haddad. Para o irmão de Ciro Gomes, candidato derrotado no primeiro turno das eleições 2018, a “companheirada” só está pensando em garantir hegemonia na oposição a um futuro governo Bolsonaro.

"Eles (petistas) querem ser hegemônicos inclusive na oposição. Boa parte da companheirada aí já deu por perdido (o segundo turno) e está pensando nisso, em ser hegemônico na oposição. Estão se lixando para o Haddad. São incapazes de um gesto de grandeza, mesmo que isso seja permitir uma oportunidade para o jovem, talentoso, inteligente, preparado que é o Fernando Haddad. Eu acho que isso (gesto de autocrítica) tem que partir de quem está no comando do PT", disse.

PT considerada frente ampla improvável

As declarações de Cid fizeram com que a campanha de Fernando Haddad considerasse improvável a criação de uma grande frente democrática contra Bolsonaro. O candidato do PSL usará as falas do pedetista em seu programa eleitoral desta terça, 16, e o PT tem encontrado dificuldades para atrair apoios de nomes da centro-esquerda.

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