Evaristo Sá/AFP
Evaristo Sá/AFP

Resumo das Eleições 2018: convicção em Bolsonaro aumenta e os times dos presidenciáveis

Certeza de voto no candidato do PSL cresce na pesquisa Ibope, Alckmin e Marina criticam Haddad e corregedoria investigará promotores; veja os destaques desta quarta-feira

Igor Moraes, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2018 | 19h25

De segunda a sexta, o Estado publicará resumos com as principais notícias sobre as campanhas e o dia dos candidatos nas eleições 2018.

Confira abaixo os destaques desta quarta-feira, 12:

Ciro demitiria comandante do Exército

Ciro Gomes afirmou que teria demitido o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, após suas falas sobre a situação política do País.

“No meu governo, militar não fala em política. Ele estaria demitido e provavelmente pegaria uma cana. Eu conheço bem o general Villas Bôas. Ele está fazendo isso para tentar calar as vozes das cadelas no cio que estão se animando, o lado fascista da sociedade brasileira”, afirmou o candidato do PDT.

Em entrevista concedida ao Estado após o atentado sofrido por Jair Bolsonaro, Villas Bôas afirmou que, por conta da situação de instabilidade, a legitimidade do novo governo poderia ser questionada.

Cresce certeza de voto em Bolsonaro

Dados da última pesquisa Ibope/ Estadão/ TV Globo revelam que aumentou a parcela de eleitores de Jair Bolsonaro que afirmam que sua escolha “é definitiva e não mudará de jeito nenhum”. O índice de eleitores certos de seu voto subiu de 41% no levantamento do dia 5 de setembro para 54% na pesquisa divulgada nesta terça, 11.

Neste intervalo de tempo, o candidato do PSL sofreu o atentado em Juiz de Fora.

Alimentação oral suspensa

Hospital Albert Einstein informou que a alimentação oral de Bolsonaro foi suspensa em razão de uma distensão abdominal. De acordo com os médicos, esta é um quadro normal no processo de recuperação do candidato. O deputado segue internado na unidade semi-intensiva.

Bolsonaro ganha um minuto de Alckmin

Bolsonaro ganhou um minuto do e 14 segundos de direito de resposta no tempo de propaganda de Geraldo Alckmin no rádio. A campanha do candidato do PSL questionou o uso de uma fala de Bolsonaro, concedida durante entrevista no Jornal Nacional, em uma peça do tucano.

De acordo com decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a resposta deverá ser veiculada no início do bloco diurno do programa eleitoral gratuito. Ainda cabe recurso.

Lançar candidatura na porta da penitenciária é ‘inacreditável’

O alvo de Alckmin nesta quarta-feira, 12, foi Fernando Haddad. Durante agenda de campanha em Minas Gerais, o tucano disse considerar “inacreditável” o lançamento da candidatura presidencial do PT ter acontecido “na porta de uma penitenciária”.

O nome de Haddad como cabeça de chapa petista foi confirmado publicamente na frente da sede da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso.

Haddad responderá por Dilma-Temer

Quem também estava em Minas Gerais e atacou Haddad foi Marina Silva. Em campanha na cidade de Belo Horizonte, a candidata da Rede afirmou que o ex-prefeito de São Paulo terá de responder “pelas coisas erradas” praticadas na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.

Haddad desconversa

Em seu primeiro ato de campanha, no centro de São Paulo, Haddad desconversou sobre qual seria o papel de Lula no governo do PT em caso de vitória nas eleições 2018.

“Fizemos um programa muito pormenorizado para que a sociedade saiba o que faremos a partir de 1º de janeiro: reforma tributária para reduzir a carga sobre os mais pobres, reforma bancária para reduzir os juros, retomada de obras públicas", disse. "Então, quem quiser saber como será o próximo governo do PT, a nossa cartilha a partir de janeiro foi assinada por Lula e por mim", completou.

Promotores que processam Haddad e Alckmin serão investigados

Orlando Rochadel, corregedor nacional do Ministério Público (CNMP), mandou abrir reclamação disciplinar contra três promotores do MP de São Paulo: Wilson Coelho, Marcelo Mendroni e Ricardo Manoel Castro. A decisão foi tomada após memorando do conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello, integrante do CNMP pela cota do Senado.

Aliado do senador Renan Calheiros, Bandeira de Mello pediu que a apuração de “feitos que possam ter impacto nas eleições 2018”. Ele fez referência expressa às ações propostas contra Haddad e Alckmin.

Para que times torcem os presidenciáveis?

O presidente Michel Temer não torce para nenhum clube de futebol, mas seu sucessor terá um time de coração independentemente do resultados das eleições 2018. Os 13 presidenciáveis na disputa pelo Planalto torcem para alguma agremiação.

Clique aqui para descobrir os times de futebol dos candidatos a presidente nas eleições 2018.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.