Diego Vara/Estadão
Diego Vara/Estadão

Resumo das Eleições 2018: Bolsonaro rechaça 'Jairzinho paz e amor' e Ciro parte para o ataque

Alckmin promete reformas no início do mandato e Meirelles fala em simplificação tributária; veja as principais notícias do dia

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2018 | 17h36

De segunda a sexta, o Estado publicará resumos com as principais notícias sobre as campanhas e o dia dos candidatos nas eleições 2018.

Confira abaixo os destaques desta quarta-feira, 29:

'Não vou ser Jairzinho paz e amor', afirma Bolsonaro

 O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou em painel realizado na tarde desta quarta-feira, 29, que não terá como estratégia se chegar ao segundo turno ser “Jairzinho paz e amor”. O candidato também disse que o País está “cansado do politicamente correto”. Bolsonaro rebateu as críticas à sua participação no Jornal Nacional, na noite de terça, e criticou Marina Silva e a chapa Alckmin/Ana Amélia. 

O candidato esteve no painel “Brasil de Ideias”, promovido pela revista Voto, com a presença de empresários e políticos, na capital gaúcha. À imprensa, Bolsonaro afirmou que sua entrevista “quase que garantiu sua presença no segundo turno”. “A entrevista me deu uma exposição enorme, já que não vou ter tempo de TV”, disse.

Ciro chama Bolsonaro de 'projeto de Hitler tropical'

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse nesta quarta-feira, 29, que não quer os votos do candidato do PSLJair Bolsonaro, a quem classificou como "projetinho de Hitler tropical". Segundo Ciro, "uma fração dos brasileiros" tem uma pedra no lugar do coração, são egoístas e não se preocupam com os 13 milhões de desempregados". O pedetista afirmou ainda querer "distância dessa gente".

 

"Eu não quero buscar os votos de todo mundo, não", respondeu, quando questionado sobre como faria para conquistar os votos de Bolsonaro nas Eleições 2018. "Eu quero buscar os votos dos brasileiros, homens e mulheres, decentes, equilibrados, serenos, que têm solidariedade com os mais pobres. O Brasil tem uma fração da população, que respeito porque é o meu povo e quero ser presidente de todos, mas há uma fração que vive com uma pedra no coração, são egoístas, pouco estão se lixando para os 13 milhões de desempregados, pouco estão se lixando para o problema dos 32 milhões que vivem correndo da repressão nas ruas para vender", disse.

Alckmin promete reformas no início do mandato 

O candidato do PSDB à Presidência da República nas eleições 2018Geraldo Alckmin, voltou a falar sobre zerar o déficit primário do País em até dois anos e aprovar reformas já no seu primeiro ano de governo, caso seja eleito. Alckmin criticou a política de preço de combustível, que resultou na greve dos caminhoneiros deste ano,  e o tabelamento do frete rodoviário - demanda da categoria acordada com o governo que enfrenta resistência dos produtores. O tucano participou em Brasília de sabatina realizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

"Estou trabalhando com Ana Amélia (vice na sua chapa) para, em janeiro, apresentar e aprovar reformas", disse. "Meta é zerar déficit primário em até dois anos; permitir mais queda dos juros."

Meirelles fala em simplificação tributária 

O  candidato do MDB à Presidência da República nas eleições 2018 e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, falou sobre a simplificação tributária, com a redução do número de impostos e criticou o excesso de burocracia no País. “As empresas brasileiras gastam em média 2.600 horas por ano para pagar impostos”, afirmou o candidato durante o encontro de presidenciáveis promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, nesta quarta-feira.

O candidato voltou a dizer que a reforma da Previdência é uma das suas prioridades para reduzir o déficit fiscal do País. Sobre o agronegócio, o candidato afirmou que o setor tem “representado o que temos de excelência na economia brasileira”. “Mesmo em momento em que o País vai mal, o setor agrícola vai bem”, disse. 

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