FOTOS NILTON FUKUDA/ESTADÃO e GUSTAVO CABRAL/A12
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Resumo das Eleições 2018: Bolsonaro para em 28% e vê aproximação de Haddad no Ibope

Candidato do PSL concede primeira entrevista em vídeo após atentado, Temer diz que PT estará no segundo turno e Marina dispensa produtora; veja destaques desta segunda

Igor Moraes, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2018 | 20h22

De segunda a sexta, o Estado publicará resumos com as principais notícias sobre as campanhas e o dia dos candidatos nas eleições 2018.

Confira abaixo os destaques desta segunda-feira, 24:

Bolsonaro para de crescer e Haddad segue tendência de alta

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) parou de crescer e se manteve com 28% das intenções de voto na nova pesquisa Ibope/ Estado/ TV Globo, divulgada nesta segunda-feira, 24. Fernando Haddad, presidenciável pelo PT, subiu três pontos percentuais e alcançou 22%.

Desde que Haddad assumiu a cabeça de chapa petista, no dia 11 de setembro, a diferença entre ele e Bolsonaro caiu de 18 para 6 pontos percentuais. O ex-prefeito de São Paulo é o único presidenciável que registrou tendência de alta na série de cinco pesquisas Ibope divulgadas desde 20 de agosto.

Haddad ainda ultrapassou Bolsonaro na simulação de segundo turno e agora tem 43% das intenções de voto contra 37% do candidato do PSL. Na última pesquisa, ambos estavam empatados com 40%.

De acordo com o Ibope, se a eleição fosse hoje Bolsonaro não venceria nenhum dos principais presidenciáveis nos demais cenários de segundo turno.  Além de perder para Haddad, o deputado ficaria atrás de Ciro, Alckmin e empataria com Marina Silva.

PT deve estar no segundo turno, avalia Temer

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve seu prestígio e o PT deve estar no segundo turno das eleições 2018. Esta é a avaliação de Michel Temer (MDB). Nos Estados Unidos para a abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente da República concedeu entrevista para a Bloomberg e afirmou que, apesar do cenário de polarização, seu sucessor deverá receber um País pacificado.

 

Bolsonaro chora em primeira entrevista

Bolsonaro chorou na primeira entrevista em vídeo concedida após o atentado sofrido durante campanha em Juiz de Fora. A conversa com o jornalista Augusto Nunes, da Rádio Jovem Pan, foi transmitida via internet.

O candidato do PSL disse ter convicção de que seu agressor, Adelio Bispo de Oliveira, não agiu sozinho. "Não acredito que ele agiu sozinho, ele não é tão inteligente assim. Ele foi para cumprir a missão", afirmou.

Paulo Guedes cancela presença em sabatina

Paulo Guedes, responsável pelo programa econômico da campanha de Jair Bolsonaro, cancelou sua participação na série de sabatinas Os Economistas das Eleições, parceria do Estado com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE).

O economista seria entrevistado no dia 3 de outubro. Na semana passada, Guedes já havia desmarcado outros compromissos após declarações suas terem provocado desgaste na campanha de Bolsonaro.

‘Manifesto à Nação’ de Bolsonaro

Bolsonaro está concluindo um ‘Manifesto à Nação’ no qual pretende se defender de críticas de racismo e misoginia, reiterar que trabalhará pelo ajuste fiscal e assumir um compromisso em defesa da democracia. Ainda não foi definido se a mensagem será divulgada em texto ou vídeo.

A intenção é que o material tenha forte apelo emocional e possa ser gravado ainda no quarto do hospital onde o presidenciável se recupera da facada recebida no dia 6 de setembro, durante ato de campanha.

Bolsonaro pode ter alta na sexta

Bolsonaro pode ter alta do Hospital Albert Einstein nesta sexta-feira, 28. O candidato a presidente está internado no local desde o dia 7 de setembro, quando foi transferido de uma unidade hospitalar em Juiz de Fora (MG), onde foi atendido logo depois de sofrer o atentado durante agenda de campanha. As informações são da Coluna do Estadão.

Manuela é ameaçada

Manuela d’Ávila (PCdoB), candidata a vice de Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018, solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforço em sua segurança após ser alvo de ameaça pelas redes sociais nesta semana.

As intimidações contra a candidata do PCdoB aconteceram após a divulgação de informações falsas de que Manuela teria ligado para Adelio Bispo de Oliveira, agressor de Bolsonaro, no mesmo dia em que o presidenciável do PSL sofreu o atentado em Juiz de Fora.

Bolsonaro não derrota o PT, diz Alckmin

Nesta segunda-feira, 24, Geraldo Alckmin afirmou que Bolsonaro “não dá conta de derrotar o PT, nem dá conta do governo”.

 Durante agenda de campanha na zona norte do Rio de Janeiro, o presidenciável tucano afirmou que vai trabalhar nas duas últimas semanas antes da eleição para conquistar os votos de quem rejeita o capitão da reserva e o PT de Haddad. "É esse eleitor que vamos buscar. O que vale é a última onda", disse.

Centrão já discute segundo turno sem Alckmin

Os dirigentes partidários do Centrão, principal fiador da campanha de Alckmin, afirmam em público que acreditam em uma “virada” de jogo nos últimos dias de campanha. No entanto, o bloco - formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade – já discute nos bastidores como será o segundo turno sem o tucano.

A tendência é que DEM e PTB apoiem Bolsonaro se o capitão reformado avançar. Existe a possibilidade do DEM se dividir se Ciro Gomes for para a próxima etapa da corrida presidencial. Clique aqui para saber mais.

Favoritismo dos líderes das pesquisas

Apenas em duas oportunidades os líderes das pesquisas de intenções de voto na reta final de campanha não foram ao segundo turno da corrida presidencial. O Estado analisou pesquisas eleitorais realizadas a menos de 15 dias das sete eleições realizadas após a redemocratização e identificou que somente em 1989 e 2014 – quando Leonel Brizola e Marina Silva acabaram de fora, respectivamente – os primeiros colocados nos levantamentos não conseguiram avançar.

Marina dispensa produtora de audiovisual

Em queda nas pesquisas eleitorais das eleições 2018, Marina Silva rompeu contrato com uma produtora de audiovisual que atuou em suas últimas agendas. Segundo a campanha, o trabalho era voltado para produção de conteúdo nas redes sociais. Por não conseguir a repercussão esperada, a coordenação decidiu dispensar os profissionais.

Candidatos não podem ser presos

O Código Eleitoral determina que, a menos de 15 dias do primeiro turno das eleições 2018, nenhum candidato pode ser preso, salvo em flagrante delito. Para entender como funcionam essas regras, clique aqui.

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