REUTERS/Diego Vara
REUTERS/Diego Vara

Resumo das Eleições 2018: Bolsonaro amplia liderança entre eleitores de SP, aponta Ibope

Organizadora de grupo contra Bolsonaro é agredida, analistas apontam que voto antipetista pode migrar e Skaf empatado com Doria por governo paulista; veja destaques desta terça

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2018 | 20h18

De segunda a sexta, o Estado publicará resumos com as principais notícias sobre as campanhas e o dia dos candidatos nas eleições 2018.

Confira abaixo os destaques desta terça-feira, 25:

Pesquisa Ibope: Bolsonaro amplia liderança em SP

Jair Bolsonaro (PSL) se mantém na liderança da corrida presidencial em São Paulo e ampliou sua vantagem sobre os principais adversários, segundo pesquisa Ibope/ Estado/ TV Globo divulgada nesta terça-feira, 25.

No levantamento, feito apenas com eleitores paulistas, Bolsonaro subiu de 30% para 33% das intenções de voto. Geraldo Alckmin (PSDB) foi de 13% para 14%, Fernando Haddad (PT) caiu de 13% para 12% e Ciro Gomes (PDT) oscilou de 8% para 10%.

Skaf e Doria seguem empatados

De acordo com a nova pesquisa Ibope/ Estado/ TV Globo, Paulo Skaf (MDB) e João Doria (PSDB) seguem tecnicamente empatados na disputa pelo governo de São Paulo.

Skaf se manteve com 24% das intenções de voto e Doria ficou com 22%. O tucano caiu um ponto em relação à última pesquisa. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

Administradora de página contra Bolsonaro é agredida

Uma das administradoras do grupo no Facebook Mulheres Unidas Contra Bolsonaro foi agredida por dois homens, ainda não identificados, quando chegava em sua casa na noite desta segunda-feira, 24. Ela contou que os agressores a aguardavam na porta de sua residência, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. Um deles acertou um soco em seu olho e o outro uma coronhada em sua cabeça.

Após a agressão, um dos homens pegou o celular da administradora da página e em seguida ambos correram para um táxi, que os aguardava nas proximidades.

A vítima foi atendida no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, registrou ocorrência na 37ª Delegacia de Polícia e fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

Dilma chama Bolsonaro de ‘coiso’

Durante evento de campanha com lideranças do movimento negro em Belo Horizonte (MG) nesta segunda, 24, a presidente cassada Dilma Rousseff (PT) chamou o candidato a presidente Jair Bolsonaro de “coiso” e o presidente Michel Temer (MDB) de “usurpador”.

"Ontem, numa entrevista, o presidente usurpador disse que vai apresentar a Reforma da Previdência novamente. Como se ele tivesse o menor espaço para fazer isso, a não ser que o coiso seja eleito", afirmou a petista em uma de suas manifestações. Dilma é candidata a senadora por Minas Gerais nas eleições 2018.

Voto antipetista em Bolsonaro ainda pode migrar

Cientistas políticos ouvidos pelo Estado avaliam que o crescimento do eleitorado de Bolsonaro no terço do eleitorado que se declara antipetista é motivado mais pelo antagonismo ao PT e ao legado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que por uma identificação com o “bolsonarismo”.

De acordo com os analistas, o voto antipetista ainda pode migrar na reta final do primeiro turno das eleições 2018 se ficar claro que Bolsonaro não conseguirá vencer o PT. Um possíveis  beneficiados pelo eventual fenômeno seria Geraldo Alckmin, candidato pelo PSDB.

Alckmin: candidato folclórico não resiste ao segundo turno

Em entrevista ao programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, o presidenciável tucano voltou a questionar as chances de Bolsonaro vencer um eventual segundo turno nas eleições 2018. Para Alckmin, a rejeição do candidato do PSL impede que ele consiga derrotar oponentes como o petista Fernando Haddad.

"Essas candidaturas folclóricas não resistem ao segundo turno, olha o Maluf (Paulo Maluf, que concorreu à Presidência em 1985), olha o Enéas (Enéas Carneiro, falecido em 2007). Tudo que o PT quer é o Bolsonaro no segundo turno", emendou. 

Candidatos recusam encontro para reunir ‘centro’

Fracassou a tentativa de reunir candidaturas do “centro democrático” – Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB). O encontro era articulado pelo movimento “Não aos extremos”, que tem como um de seus integrantes o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr.

O jurista afirmou que a intenção era reunir os presidenciáveis para combater “os extremos” e superar o presidencialismo de coalizão.

"Queríamos (com essa reunião) um entendimento em torno de pontos fundamentais e um plano de ação. Estamos em um momento em que é importante esses candidatos se conscientizarem e atenderem esse desejo da sociedade civil (de união)", disse Reale Jr.

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