Resultado divide aliados; Cabral critica e pede veto

A votação dos royalties do petróleo dominou o jantar da presidente Dilma Rousseff com lideranças do PT e PMDB ontem à noite no Palácio do Alvorada. Presente ao encontro, o deputado Henrique Alves, afirmou que é possível que ocorram "vetos pontuais" - ele não informou quais. Já o senador e presidente do PMDB, Valdir Raupp, disse que Dilma recebeu com "naturalidade" a derrota do governo. No Rio, o governador Sérgio Cabral divulgou nota em que faz críticas à decisão da Câmara e disse que confia que o texto será vetado por Dilma.

TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2012 | 02h02

Segundo Raupp, o governo não deve, porém, entrar na briga de Estados produtores e ingressar com qualquer tipo de ação no Supremo Tribunal Federal para manter áreas já licitadas.

"Embora reconheça que o assunto realmente poderá acabar no Supremo, a presidente vai deixar por conta dos Estados agir, se assim eles desejarem", disse. "Ela não vai entrar nesta briga."

'Colapso'. Em sua nota, Cabral afirma que "o projeto aprovado, caso se torne lei, levará as finanças públicas do governo do Estado ao colapso. O mesmo acontecerá com muitas prefeituras do Estado do Rio".

O governador, no entanto, se diz tranquilo "porque a presidente Dilma já anunciou publicamente que vetará qualquer projeto de lei que venha a alterar a distribuição dos royalties e da participação especial dos campos de petróleo já leiloados, de contratos já assinados e receitas comprometidas em função do ato jurídico perfeito"./ COLABORARAM JOÃO DOMINGOS E FÁBRIO GRELLET

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