Restaurante popular que seria visitado por Dilma fica fechado por falta de luz

Local reabre nesta sexta após ficar dois dias fechado ao público; presidente cancelou agenda no Rio em razão da morte de Campos

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2014 | 12h29

RIO - O restaurante popular Getúlio Vargas, em Bangu, na zona oeste do Rio, que seria visitado pela presidente Dilma Rousseff e pelo candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho, nesta sexta-feira, 15, ficou dois dias fechado ao púbico na hora do almoço por falta de luz. A visita, no entanto, foi cancelada em razão da morte do ex-governador, Eduardo Campos, na quarta-feira. A presidente suspendeu a agenda de campanha por três dias.

Na quarta, as equipes precursoras do Palácio do Planalto e da campanha da reeleição de Dilma, que fazem vistoria prévia em todos os locais que serão visitados pela presidente, chegaram ao restaurante popular e encontraram o aviso colado na porta: "Estamos sem funcionamento devido à falta de luz e água". Merendeiras e cozinheiros aguardavam no salão a retomada dos trabalhos.

Na quinta, 14, o fornecimento de energia no restaurante popular ainda não tinha sido retomado e, mais uma vez, o almoço, que custa R$ 1, não foi servido. O atendimento ao público foi normalizado nesta sexta. O café da manhã, que custa R$ 0,35, foi servido normalmente todos os dias. Com a bomba de água sem funcionar por causa da interrupção da energia, o almoço não pôde ser preparado.

Em nota, a empresa de energia Light informou que um defeito em um cabo subterrâneo causou a interrupção do fornecimento de energia na noite de terça-feira, 12, e que o problema foi reparado às 12h30 de quinta-feira, 14. A empresa informou que tentou instalar um gerador para garantir a energia enquanto o conserto era feito, mas teve dificuldades de acesso ao terreno.

Ainda não foi marcada nova data para a visita da presidente Dilma ao restaurante popular, que será a segunda atividade eleitoral da petista no Rio de Janeiro desde o início oficial da campanha.

Dilma tem quatro aliados na disputa pelo Palácio Guanabara. O primeiro compromisso da candidata no Rio foi um jantar com prefeitos organizado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que tenta a reeleição.

O encontro irritou os aliados do candidato do PT ao governo, Lindbergh Farias, que ainda não fez qualquer atividade ao lado da presidente. O presidente do PT-RJ, Washington Quaquá, disse que não há problema na agenda de Dilma com Garotinho e que está programada uma atividade de Lindbergh com a presidente no fim de agosto. Ainda não foi decidido que eles irão à periferia da capital ou a algum município da Baixada Fluminense. "Sempre pedimos que Dilma fizesse agenda com os outros aliados e não ficasse só com o Pezão. Vamos organizar um evento de massa, com o povo", diz Quaquá.

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