REUTERS/Eric Thayer/Divulgação
REUTERS/Eric Thayer/Divulgação

Responsável por empresa de análise de redes sociais nega contratação de influenciadores

Assessor de candidato ao Senado afirmou que não houve crime eleitoral no caso conhecido como ‘piauigate’

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018 | 21h40

BELO HORIZONTE - O proprietário da Be Connected, Rodrigo Queles Cardoso, negou nesta segunda-feira, 27, que a empresa tenha contratado influenciadores digitais para fazer elogios ao governador Wellington Dias (PT-PI), candidato a reeleição nas eleições 2018. O caso ficou conhecido como “Piauigate” e pode ser considerado crime eleitoral

Em nota, o proprietário da empresa afirmou que não houve nenhuma ação que possa ser configurada como crime eleitoral. “O foco dessa ação é entender o público de esquerda e planejar ações para o momento oportuno”. Cardoso disse que a Be Connected é responsável por mapear e analisar dados em perfis reais nas redes sociais e comparar com a atuação de perfis considerados “fake” ou promovidos por robôs.  

“Organizamos pessoas que já militam nos temas para a gente construir coletivamente pautas a serem discutidas de acordo com nossos ideais”, afirmou Cardoso ao Estado. O proprietário lembrou da hashtag “Lulazord”, que teria sido promovida pela empresa nas redes sociais. “Nós provocamos a audiência orgânica a assumir a sua audiência. Não tem nada de ilegal nisso”, declarou.

Rodrigo Queles Cardoso é assessor parlamentar do deputado federal Miguel Corrêa Júnior (PT), candidato ao Senado por Minas Gerais nas eleições 2018. Cardoso afirmou que o postulante à Casa não possui nenhuma relação social com a Be Connected. 

No domingo, 26, uma digital influencer afirmou que foi contratada por uma agência, chamada Lajoy, e que seria responsável por fazer publicações nas redes sociais elogiando a atuação de políticos do PT. Além de Wellington Dias, a influenciadora disse que também deveria fazer comentários sobre a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e sobre o candidato do partido ao governo de São Paulo, Luiz Marinho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.