Responsabilizar Igreja Católica por kit gay é absurdo, afirma Serra

Candidato do PSDB critica texto em blog de Marcos Pereira e diz não ter lido nota de reação da Arquidiocese

O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2012 | 03h08

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, classificou ontem como "absurda" a crítica feita pelo coordenador da campanha de Celso Russomanno (PRB) à Igreja Católica. Marcos Pereira, bispo licenciado da Igreja Universal e presidente do PRB, publicou em seu blog um artigo em maio de 2011, no qual responsabiliza indiretamente a instituição pela distribuição de kits de combate à homofobia nas escolas brasileiras.

"Parece absurda a crítica feita à Igreja Católica, responsabilizando-a pelo kit gay", disse o tucano, em visita às obras de revitalização da Praça Roosevelt, no centro da cidade. O kit gay foi um material didático criado quando o petista Fernando Haddad estava à frente do Ministério da Educação. A sua distribuição foi suspensa pela presidente Dilma Rousseff devido às reações negativas do setor evangélico.

O candidato do PSDB afirmou, no entanto, não ter lido a nota de repúdio divulgada anteontem pela Arquidiocese de São Paulo, que é comandada pelo cardeal dom Odilo Scherer. O texto acusa Pereira de fomentar a discórdia e fazer críticas destemperadas aos católicos: "Lamentavelmente, se já fomentam discórdia, ataques e ofensas sem o poder, o que esperar se o conquistarem, mesmo parcialmente, pelo voto? É pra pensar!".

O artigo de Pereira só entrou na campanha esta semana porque voltou a circular nas redes sociais. No texto, ele afirma que a Igreja Católica tem o "controle das ações do governo, seja federal, estadual ou municipal".

Sabatina. Durante a campanha, Serra já se aproximou de líderes católicos e evangélicos, mas diz que não privilegia o diálogo com grupos religiosos.

"Os evangélicos são uma comunidade importante, mas eu tenho me aproximado de todas as comunidades", afirmou em sabatina do jornal Folha de S. Paulo e do portal UOL.

No evento, o tucano se emocionou e chorou ao se lembrar da morte da mãe e da bênção que foi dada a ela na época por um bispo católico. / BRUNO BOGHOSSIAN e I.P.

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