José Cruz/Agência Brasil - 19/3/2017
José Cruz/Agência Brasil - 19/3/2017

Republicanos veta federações e só definirá posição sobre disputa presidencial em abril

Aliado de Lula e do PT no passado, partido é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e está na coligação que sustenta o governo do presidente Jair Bolsonaro no Congresso

Eduardo Gayer e Iander Porcella, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2022 | 20h06

BRASÍLIA - Integrante da base aliada do governo, o Republicanos decidiu vetar a possibilidade de integrar federações partidárias neste ano. Ao Estadão/Broadcast Político, o presidente da legenda, Marcos Pereira, afirmou que a bancada só decidirá em abril sua posição sobre qual rumo tomar nas eleições.

"O partido tem deputados que querem neutralidade, deputados que querem apoiar Lula, outros que querem Bolsonaro. Isso só vai ser discutido em abril", disse Pereira, sob o argumento de que assuntos assim só podem ser definidos após o período de "janela partidária", quando deputados podem mudar de sigla sem perder o mandato.

Aliado de Lula e do PT no passado, o Republicanos é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e está na coligação que sustenta o governo do presidente Jair Bolsonaro no Congresso. "(O apoio nacional) será discutido em nossa reunião de bancada, que ocorrerá em abril. O fato é que fazemos parte da base de governabilidade do Brasil", disse o deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP).

Na prática, porém, o partido mantém sobre a mesa todas as possibilidades, até mesmo como forma de aumentar o poder de negociação. O Centrão chama de "tríplice aliança" o acordo selado entre Progressistas, PL e Republicanos para apoiar o governo. Na campanha de Bolsonaro pela reeleição, o Progressistas do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do presidente da Câmara, Arthur Lira, deve ficar com a vaga de vice da chapa. Se depender desse grupo, o posto será da ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

O desenho, no entanto, não agrada ao Republicanos, que se vê desprestigiado. Foi por isso que o partido subiu o tom contra Bolsonaro e agora estuda apoiar outros candidatos ou até mesmo se manter neutro nas eleições de 2022. Uma adesão à pré-candidatura do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) também é considerada.

Federações

De acordo com nota do Republicanos, a decisão de não participar de federações em 2022 foi aprovada em reunião da bancada. "O partido está trabalhando de forma intensa para apresentar um excelente número de candidatos e candidatas com o objetivo claro de ampliar a força republicana no Senado, Câmara dos Deputados e assembleias estaduais", diz o comunicado, assinado por Marcos Pereira.

O Estadão/Broadcast Político apurou que no início do ano o Progressistas chegou a sondar o Republicanos sobre a possibilidade de uma federação, mas não deu andamento à proposta.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.