Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Representam o retrocesso, afirma Dilma sobre apoio de Marina a Aécio

Candidata petista à reeleição afirma que aliança é compreensível e diz não acreditar em transmissão de votos

Francisco Carlos de Assis e Luci Ribeiro, O Estado de S. Paulo

12 de outubro de 2014 | 12h30

Atualizado às 13h30

BRASÍLIA - A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) disse que "não acredita em transmissão de votos". Segundo ela, "o voto é de cada brasileiro". Neste domingo, a candidata derrotada pelo PSB, Marina Silva, declarou seu apoio a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial.

Perguntada se a articulação da  campanha não teria falhado ao não ter conseguido o apoio da ex-senadora, Dilma disse que não. "Muitas pessoas de outros partidos vieram para a nossa campanha. Quem está do lado do nosso adversário é porque respeita outro projeto que não é o nosso", disse. A presidente reiterou que é contraria à independência do Banco Central e redução do papel dos bancos públicos no financiamento do crescimento econômico.





"Eu não incorporo algumas coisas no meu programa nem que a vaca tussa", disse a candidata à reeleição, que falou durante entrevista coletiva em uma unidade do Centro Educacional Unificado (CEU) na zona leste de São Paulo.

Dilma afirmou ser "compreensível" Marina ter declarado apoio ao seu adversário "porque, no que se refere à economia, os programas de governo dos dois são bastante próximos".

A presidente também criticou a gestão de Aécio Neves no governo de Minas Gerais, especialmente no combate à mortalidade infantil. De acordo com ela, enquanto o governo federal reduziu em 33% as mortes infantis, Minas Gerais reduziu em apenas 19%.

"Estados do Nordeste como Bahia e Pernambuco reduziram mais. No Sudeste, São Paulo e Rio reduziram mais a mortalidade infantil do que Minas Gerais", disse Dilma.

Mais cedo, no Twitter, Dilma alfinetou a aliança. "Aqueles que estão comigo representam o meu projeto de país: de avanço. Os que estão do outro lado (PSDB) representam o retrocesso!".

Dilma destacou que "hoje o Brasil tem a menor taxa de desemprego de sua história". "Nós valorizamos o salário mínimo em 70%", disse. "Cada um, entre os dois projetos, tem um compromisso. O meu compromisso é e sempre será com o povo brasileiro!", enfatizou.

Para a presidente candidata, "eles (PSDB) são a favor de reduzir o papel dos bancos públicos, que significa acabar com a Minha Casa Minha Vida". "Nós somos contra", escreveu.

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