Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Renan Calheiros diz que candidatura de Meirelles 'atrai rejeição de Temer'

Senador voltou a criticar a campanha de Henrique Meirelles argumentando que ela prejudicará palanques estaduais da sigla

Vera Rosa, Mariana Haubert e Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2018 | 10h15

BRASÍLIA - Uma das principais vozes dissonantes dentro do MDB, o senador Renan Calheiros (AL) voltou a atacar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles à Presidência da República na convenção nacional do partido, em Brasília, nesta quinta-feira, 2.

Com menos de 1% das intenções de voto para Meirelles nas pesquisas eleitorais, Renan considera que a oficialização do economista irá prejudicar os palanques estaduais, já que os candidatos aos governos locais poderão não receber apoio de outros partidos com mais força na região.

"Estamos trabalhando para que o MDB possa fazer as coligações que quiser em cada Estado. É um mico apoiar o Meirelles", disse Renan ao chegar para a convenção nacional do MDB. 

O senador afirmou ainda que a candidatura de Meirelles só "servirá para atrair a rejeição universal" do presidente Michel Temer para os candidatos do partido. Temer tem cerca de 82% de desaprovação dos brasileiros. Ao longo da manhã, os delegados da sigla votam para oficializar Meirelles como o nome do partido para disputar o Palácio do Planalto.  

Meirelles vai se apresentar aos correligionários como um gestor de resultados, um homem capaz de promover a “transformação” do País. “Ele é um outsider na política, um radical de centro”, disse o senador Romero Jucá (RR), presidente do partido. 

A cúpula do MDB está sondando a senadora Marta Suplicy (SP) para ser vice na chapa de Meirelles. Ex-petista, Marta ainda não tomou uma decisão sobre o seu futuro político e não foi à convenção do MDB que homologou a candidatura de Paulo Skaf (MDB) ao governo de São Paulo, no sábado passado. 

Estacionado em 1% das intenções de voto, Meirelles está à procura de uma mulher para compor a chapa. Não sem motivo: elas representam 52% do eleitorado nacional e são responsáveis pela maioria dos votos em branco e nulos declarados atualmente em pesquisas. A campanha avalia que Marta, ex-prefeita de São Paulo pelo PT, ajudaria o ex-ministro a crescer em pouco tempo para cerca de 5% dos votos. 

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