Relator quer votar texto final da CPI do Cachoeira amanhã

Após retirar pontos polêmicos do relatório, deputado petista espera aprovar documento e pedir novas investigações

DÉBORA BERGAMASCO / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2012 | 02h09

A CPI do Cachoeira deve votar amanhã seu relatório final. Apesar do clima acirrado entre situação e oposição, o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI, garantiu que não deixará a comissão ser usada para alimentar o caso nem cederá a pressões. "Não vamos incluir ou excluir nada que faça parte do eixo essencial do nosso relatório", afirmou Cunha. Sua decisão sobre os votos em separado também será apresentada amanhã.

O relatório deveria ter sido apreciado semana passada, mas, com cinco votos em separado e requerimentos para novas investigações, houve adiamento. Cunha excluiu do texto dois capítulos e retirou o pedido de indiciamento do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e de vários jornalistas, entre eles o chefe da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Júnior.

Cinco partidos (PSDB, PMDB, DEM, PSOL e PPS) apresentaram votos alternativos ao do relator. A maioria reivindica o aprofundamento das investigações em torno da empreiteira Delta, acusada de atuar em parceria com o contraventor Carlos Cachoeira. A oposição também pede mais apurações sobre as empresas apontadas como fantasmas, que ajudariam a lavar dinheiro ilícito do esquema.

Os tucanos querem, ainda, a inclusão do empresário Fernando Cavendish, da Delta, do ex-diretor da empreiteira Carlos Roberto Duque Pacheco, do ex-chefe do Dnit Luiz Antonio Pagot e até do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na lista dos indiciados. Cunha admitiu que o nó que impede a aprovação do relatório tal como se encontra está atado porque não houve articulação suficiente em torno das cinco mil páginas apresentadas por ele.

"Havendo decisão política, o tempo é o menos importante", afirmou Cunha.

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