Regras foram cumpridas, afirmam gestores

BRASÍLIA - O BNY Mellon, responsável pelos fundos Diferencial e Vitória Régia, informou que "atua como administrador" dos fundos, "não sendo responsável pela decisão de investimento que cabe exclusivamente aos seus gestores", e que comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) "as provisões feitas para perdas registradas em razão da deterioração da capacidade financeira dos seus emissores, Banco Rural S.A. e Banco BVA S.A., nos termos dos fatos relevantes". Sobre a investigação da PF sobre esses fundos, o BNY disse não ter "conhecimento de qualquer envolvimento de fundos sob sua administração na citada operação (Miqueias)".

Andreza Matais, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2013 | 02h05

A diretora da área de compliance da Adinvest, Vivian Scovinovvo, afirmou que a rentabilidade negativa do fundo Adinvest Top FI RF deveu-se à oscilação das taxas da NTN-C e à intervenção do Banco Central nos Bancos BVA e Rural. "O administrador do fundo é obrigado a colocar, nesse caso, o ativo como zerado. O que provoca uma queda momentânea. No longo prazo, acaba-se recuperando os ativos." Vivian observou que os ativos que compõem essa carteira foram adquiridos dentro das regras do mercado financeiro e com baixo risco de crédito, e que a Adinvest não faz captação de clientes. "Somos uma empresa que tem história e um nome a zelar", afirmou.

Procuradas, a BRL Trust Serviços, que administra o Patriarca Private Equity FIP, e a NSG Capital Serviços financeiros, do Roma FI RF CP Previdenciário, não responderam aos questionamentos da reportagem.

Em nota, o Estado do Tocantins afirmou que tomou conhecimento de "aplicações temerárias" com recursos do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado (Igeprev) e determinou medidas saneadoras, entre elas a assinatura de dois Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério da Previdência e a Advocacia-Geral da União. Tais medidas resultaram no reenquadramento de 11 dos 14 investimentos em condições irregulares. "Desde maio de 2012, o Igeprev apresenta à Previdência Social relatório de todas as ações realizadas para atender às exigências dos TACs. Não há nenhuma ação do Igeprev que não tenha o conhecimento da Previdência Social."

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