Registros incluem visitas de d. Paulo e futuros ministros

Os livros de portaria do Dops registram algumas curiosidades. Uma delas é o nome da "senhorita Zélia Cardoso de Mello", a futura ministra da Economia no governo Fernando Collor de Mello. Jovem, ela ia visitar o pai, o delegado Emiliano de Mello.

O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2013 | 02h08

No dia 12 de setembro de 1978, o então arcebispo de São Paulo, cardeal Paulo Evaristo Arns - que se destacou na época pela defesa dos direitos dos presos políticos - passou pela portaria do Dops às 16h35. Acompanhado pelo advogado José Carlos Dias, que na época coordenava a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese, o cardeal foi um dos poucos visitantes que anotaram de próprio punho o nome e a função que ocupavam. D. Paulo e Dias saíram 55 minutos depois da chegada.

O advogado Almir Pazzianotto Pinto, que começava a se destacar na época como defensor de sindicalistas perseguidos pelo regime militar - entre os quais se encontravam as lideranças de São Bernardo do Campo, berço político de Lula -, havia passado pela portaria dois dias antes. Segundo a anotação do funcionário, de plantão, foi se reunir com o delegado Romeu Tuma. / R.A.

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