Reforma tributária vai simplificar o setor, afirma coordenador da campanha do PSB

Um dos responsáveis pelo programa de governo de Marina, Maurício Rands alerta que mudança não garante redução de carga

Stefânia Akel, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2014 | 21h29

O ex-deputado Maurício Rands, um dos formuladores do programa de governo da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, criticou a gestão econômica da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e reiterou o compromisso do partido de apresentar ao Congresso um projeto de reforma tributária já no primeiro mês de um eventual governo da ex-ministra.

“Não podemos prometer que a reforma tributária vai reduzir a carga, mas vai simplificar e estabelecer condições para que nós possamos caminhar para reduzir a carga no médio ou longo prazo”, disse Rands, durante evento em São Paulo com representantes do programa econômico dos presidenciáveis.

Segundo ele, o projeto vai simplificar e unificar tributos, além de estabelecer regras concretas para não onerar investimentos e o setor exportador.

Rands ressaltou que a condição econômica atual está colocando em risco “grandes conquistas” do desenvolvimento brasileiro e afirmou que o tripé econômico - superávit fiscal, câmbio flutuante e meta de inflação - não pode ser uma retórica. “A política flutuante do câmbio é hoje uma piada”, criticou.

Há duas semanas Marina disse desconhecer um compromisso assumido publicamente pelo ex-governador Eduardo Campos - então presidenciável do PSB morto em um acidente aéreo em agosto - sobre a reforma tributária. Vinte e três dias antes do acidente, Campos prometera apresentar uma proposta detalhada sobre o tema ainda no 1.º turno. “Eduardo Campos assumiu o compromisso de enviar (a reforma tributária) para o Congresso no primeiro mês do seu governo. Nunca tive conhecimento de que ele iria mandar antes do 1.º turno”, disse Marina após participar de evento com empresários em São Paulo.

BC. Rands ainda destacou a “ousadia” da campanha ao dizer que tornará o Banco Central independente por lei. Ele criticou o uso da proposta na propaganda do PT, que atrelou a ideia ao sumiço de alimentos da mesa de uma família. “Isso representa um desrespeito à inteligência das pessoas.” Rands também criticou a falta de programa de governo dos adversários de Marina , a presidente e o tucano Aécio Neves.

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