Reforma reabre Obelisco em 2014

Alckmin assinou contrato de obra para recuperar monumento no Ibirapuera

DÉBORA ÁLVARES, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2012 | 03h04

A expectativa de reabertura do Obelisco do Ibirapuera, fechado à visitação pública há uma década, marcou ontem os atos que relembraram os 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. Se as obras correrem dentro do previsto, o monumento voltará a receber visitantes em 2014.

O termo que autoriza o início dos trabalhos foi assinado ontem pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo o tucano, o projeto a ser executado pela empresa Helena Ayoub Silva Arquitetos Associados custará R$ 287 mil e deve ficar pronto até o fim do ano. As obras no Obelisco, que enfrenta problemas de infiltrações, entre outros, vão começar no início de 2013.

A assinatura ocorreu durante ato solene na Assembleia Legislativa. O ato foi acompanhado pelos ex-governadores Laudo Natel, Luiz Antônio Fleury Filho e Claudio Lembo, e presidido pelo deputado estadual Major Olímpio (PDT). Além da reforma, foi encaminhado à Casa um projeto de lei que reajusta a pensão de ex-combatentes e pensionistas de R$ 450 para R$ 720.

Homenagem. Antes do evento na Alesp, uma cerimônia foi realizada na Avenida Pedro Álvares Cabral, em frente ao Mausoléu MMDC. A Polícia Militar estima um público de 2 mil pessoas presentes à tradicional homenagem aos heróis de 32.

O sepultamento de heróis da revolução, que tiveram suas cinzas levadas em urnas e depositadas no Mausoléu, foi um dos momentos de maior emoção. "Achamos que este momento dos 80 anos seria uma homenagem justa, para que ele ficasse imortalizado no história", disse Maria Cecília Musumeci, de 67 anos, filha do combatente Vicente Musumeci, falecido em 1991.

Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) deixaram coroas de flores no Monumento Herói Jacente, em homenagem aos revolucionários mortos.

A cerimônia seguiu o tradicional roteiro de condecorações, com a medalha constitucionalista, seguida do desfile cívico, com participação de escoteiros, policiais do Estado, Corpo de Bombeiros e Forças Armadas.

Houve, ainda, a transmissão do comando do exército constitucionalista. Alfredo Pires Filho, de 92 anos, que trabalhou como estafeta aos 12 anos, passou o cargo a Amando Rubio, que completa 80 anos hoje.

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