Fernando Bizerra Jr/EFE
Fernando Bizerra Jr/EFE

Reforma do sistema bancário não virá sem dor para banqueiros, diz Haddad

Candidato a vice-presidente pelo PT diz que pretende taxar spread bancário para forçar bancos a cobrar juros menores

Renan Truffi e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2018 | 18h02

BRASÍLIA -   Vice na chapa do PT à Presidência da República nas eleições 2018, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad representou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sabatina promovida, nesta terça-feira, pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), em Brasília. Para uma plateia formada por comerciantes, Haddad defendeu uma reforma do sistema bancário, que trará "dor para os banqueiros" do País.

"Primeira coisa que faremos é uma reforma do sistema bancário. Precisamos dar um basta à oligopolização do sistema bancário. E isso não virá sem dor para os banqueiros, que impõem taxa de juros sete vezes superiores do que a média mundial. Teremos que mudar legislação tributária dos bancos. Quanto mais spread, mais impostos os bancos irão pagar. O sistema tributário sobre operações financeiras vai deixar de ser ter uma alíquota única para todas as operações. Quando o banqueiro subir os juros, vai doer primeiro no bolso dele", disse.

Cotado como provável "plano B" do PT, Haddad procurou enfatizar em seu discurso que está representando Lula e quis destacar que o programa de governo do PT foi acompanhado pelo ex-presidente "no detalhe". "Esse (programa) é capaz de tirar o Brasil da crise com a agilidade necessária", afirmou.

O petista também defendeu uma reforma tributária com a unificação dos impostos por meio do Imposto de Valor Agregado (IVA). Haddad defendeu, no entanto, que essa mudança seja implementada de forma progressiva. 

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