Rede rechaça nota de seção mineira contra aliança PSB-PSDB

Em resposta a militantes que pediam "fim da hegemonia de tucanos" grupo de Marina reafirma apoio a projeto de Campos

ERICH DECAT, O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2014 | 02h03

BRASÍLIA - A Rede Sustentabilidade, da ex-ministra Marina Silva, desautorizou ontem nota da seção mineira do movimento que criticava o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, por ter afirmado que o seu partido, o PSB - ao qual a Rede se aliou, ao anunciar o apoio de Marina à provável candidatura do governador Eduardo Campos (PSB-PE) à Presidência -, não teria candidato ao governo de Minas Gerais em outubro.

"A Rede reafirma sua prioridade na definição de candidaturas que reflitam seus valores e princípios e reforcem o projeto nacional da aliança com o PSB", esclareceu a liderança nacional da Rede em outra nota, divulgada no início da noite. Na nota do dia anterior, os integrantes mineiros da Rede haviam afirmado que "é preciso romper a hegemonia do PSDB em Minas".

Ao rejeitar a avaliação local dos mineiros, a Rede nacional afirmou que "o posicionamento sobre os palanques estaduais ainda está em discussão - inclusive em Minas Gerais".

Na raiz do episódio está uma afirmação do prefeito Marcio Lacerda de que o PSB, mantendo sua aliança com o PSDB, não teria candidato ao governo de Minas.

O apoio da seção mineira da Rede a uma possível candidatura do PSB no Estado animou alguns setores desse partido. "Eu penso que um partido para se afirmar tem que ter candidato próprio. O PSB é um partido grande, tem história. É natural que tenhamos candidato próprio", afirmou o vice-presidente do PSB de Minas, Mario Assad Júnior. Para ele, existe um "diálogo franco" com o PSDB mas isso não impede que ambos lancem candidato próprio.

O secretário-geral do PSB mineiro, Adenor Simões, chegou a afirmar que uma candidatura própria também serviria para Eduardo Campos ter um palanque forte no Estado. "O que nós temos discutido é manter o desejo de ter uma candidatura própria", disse Simões. "Não é um rompimento com o PSDB, mas é dizer que lá na frente teremos uma conversa de igual para igual", acrescentou o dirigente.

A condição, porém, para o lançamento desta candidatura seria um pacto de não agressão com o PSDB. "Provavelmente não vai ter um fogo cruzado", considerou Simões - uma referência ao fato de que o PSB estadual está mesmo dividido, com o prefeito Lacerda defendendo aliança com os tucanos e outros militantes rejeitando essa escolha.

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