Rede pede análise de assinaturas em 72h

A duas semanas do fim do prazo para que um candidato a presidente esteja filiado a um partido político, 5 de outubro, a legenda que a presidenciável Marina Silva tenta fundar, a Rede Sustentabilidade, terá sua criação julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem ter atingindo a obrigação legal de apresentar 492 mil assinaturas de apoiamento certificadas por cartórios eleitorais. Nesta sexta-feira, 20, a Rede vai protocolar um pedido para que 80 mil assinaturas sejam analisadas em até 72 horas.

Eduardo Bresciani / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2013 | 02h03

Dirigentes da sigla protocolaram ontem novo lote de assinaturas certificadas, atingindo um total de 440 mil, e esperam que a criação seja autorizada levando em conta ao menos 95 mil apoiamentos recusados por cartórios sem justificativa.

Por conta do prazo curto, a Rede decidiu não protocolar novas assinaturas que chegarem, pois isso poderia adiar o julgamento e impedir a análise pela Justiça Eleitoral em tempo hábil. O advogado do partido, Torquato Jardim, espera "boa vontade institucional" do Ministério Público e do TSE para viabilizar a legenda.

A Rede diz ter coletado 910 mil assinaturas em todo o País e enviado 660 mil a mais de 1.800 cartórios. Destas, 580mil foram analisadas, sendo 440 mil certificadas e o restante rejeitado. Ainda que não veja mais espaço para protocolar mais apoiamentos, a Rede pretende "noticiar" caso alcance a exigência de 492 mil para pressionar a Justiça a ratificar sua criação. O partido questiona juridicamente os motivos de uma média de 24% de recusa nos protocolos de apoio.

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