Rede de Marina pede registro ao TSE na próxima segunda

Aliados de ex-senadora acreditam ter preenchido requisito legal; cartórios eleitorais rechaçaram queixas por demora

O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2013 | 02h09

A Rede Sustentabilidade, partido que a ex-senadora Marina Silva pretende fundar para disputar a Presidência nas eleições de 2014, confirmou ontem que vai dar entrada ao pedido de registro da sigla no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira. "Acreditamos que o tempo e os números necessários de diretórios e de assinaturas coletadas foram cumpridos, o que nos permite trabalhar para pedir o registro definitivo do partido", disse o deputado Walter Feldman (SP), que pretende migrar do PSDB para a sigla de Marina.

Na semana passada, a ex-senadora procurou diretamente a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, para se queixar da demora na validação das assinaturas em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Para registrar um partido, é preciso o apoio de quase 500 mil eleitores em 9 Estados. Até o dia 16, 250 mil fichas de apoio à Rede haviam passado pelo crivo dos cartórios eleitorais. O prazo final para a sigla disputar a eleição de 2014 é 5 de outubro.

Sem razão. Corregedorias eleitorais rechaçaram as reclamações do grupo de Marina. Em resposta à corregedora-geral eleitoral, Laurita Vaz, as regionais negaram irregularidades na verificação das assinaturas. Em Goiás, o órgão informou que "as reclamações quanto ao descumprimento do prazo pelos cartórios não procedem". A corregedoria de São Paulo comunicou que diligências "constataram a improcedência da maioria das reclamações".

No Distrito Federal, a corregedoria afirmou que "não foram constatadas, diferentemente do alegado pelo partido, situações irregulares, à exceção de uma zona eleitoral, na qual o juiz determinou a remessa da lista ao Ministério Público, diante da alegação de eleitores não terem assinado as fichas de apoiamento".

Sobre possíveis irregularidades na coleta de adesões, Feldman afirmou que, apesar de ser possível a existência de alguns erros, não se justifica a especulação de que possa haver fraude. "Tivemos 12 mil voluntários que fizeram as coletas pelo Brasil. É muito possível que algum não tenha feito direito. Não há controle total. São 850 mil fichas, fizemos uma triagem, mas algumas podem ter escapado." / CARLA ARAÚJO, JOSÉ ROBERTO CASTRO e MARIÂNGELA GALLUCCI

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