Recém-reformado, Palácio do Planalto sofre com rachaduras

Chão e parede de um dos espelhos d'água cederam, provocando o trincamento do concreto; obra está no seguro

LISANDRA PARAGUASSU / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2012 | 03h07

Reformado completamente há pouco menos de dois anos, o Palácio do Planalto teve ontem mais um problema: o chão e a parede lateral de um dos espelhos d'água cederam, levantaram e apresentam enormes rachaduras. Esse é pelo menos o quarto problema grave no palácio desde a reforma, que custou R$ 111 milhões, R$ 33 milhões a mais do que a previsão inicial.

O problema no espelho foi detectado no início da tarde e o Exército, responsável pela contratação da reforma, fez uma primeira análise. Conforme a assessoria do Planalto, o diagnóstico inicial é de uma dilatação do concreto causada pelo peso da terra colocada ao lado do espelho, em um canteiro de grama. Por enquanto, a manta asfáltica sob o concreto não foi afetada e está segurando a água. A construtora Porto Belo, responsável pela reforma, foi acionada para resolver o problema, pois a obra está no seguro.

Em pouco mais de dois anos - a reforma foi concluída em agosto de 2010 - não foram poucos os problemas no local. Logo no início, algumas paredes do espelho d'água caíram por defeitos de construção. Toda a parte hidráulica de um dos banheiros teve que ser trocada. A grama do jardim precisou ser toda mudada: ela estava morrendo, pois a terra usada, uma mistura com entulhos da própria obra, não deixava as plantas respirarem. Pedras portuguesas das partes refeitas do calçamento do entorno do Palácio se soltam facilmente, formando enormes buracos.

A reforma começou em abril de 2009 e deveria ter durado um ano, para que o palácio fosse reinaugurado em 21 de abril de 2010, o aniversário de 50 anos de Brasília, mas terminou sendo concluída apenas no fim de agosto daquele ano. Foi a primeira reforma no Palácio do Planalto desde sua inauguração, em 1960. Foram trocadas as estruturas elétricas, hidráulicas e de ar condicionado. Banheiros foram reformados e foi retirada a maioria dos chamados "puxadinhos" - divisões para formar salas . No 4.º andar, toda a parte da frente do Palácio foi liberada, voltando a ter o vão livre planejado por Oscar Niemeyer.

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