Raul Filho é reeleito em Palmas com 44,57% dos votos

Capital do Tocantins é uma das duas únicas onde não ocorre 2º turno por não ter mais de 200 mil eleitores

Jocyelma Santana, especial para O Estado de S. Pau,

05 de outubro de 2008 | 18h16

A apuração dos votos em Palmas (TO) começou pontualmente às 17 horas e em pouco mais de uma hora, os eleitores já sabiam que Raul Filho (PT) havia sido reeleito prefeito da cidade, com 44,57% de votos. Os candidatos Marcelo Lelis (PV) e Nilmar Ruiz (DEM) tiveram, respectivamente, 33,24% e 21,36% dos votos válidos. Na pesquisa Ibope/TV Anhangüera, divulgada no sábado à noite, Raul Filho era apontado como vitorioso, com 46% das intenções de voto, com margem de erro de quatro pontos percentuais. Palmas é uma das duas únicas capitais brasileiras onde não ocorre segundo turno.  Veja também: Galeria de fotos das eleições no Brasil  Cobertura completa das eleições 2008  Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos  O prefeito reeleito acompanhou a apuração de uma casa de eventos no centro da capital. Ele comemorou a vitória dizendo que esta "era uma das respostas das urnas às críticas de corrupção e uso da máquina" que havia sofrido durante a campanha. Cerca de 20% dos 127.107 eleitores da capital não compareceram às urnas. Mas segundo a justiça eleitoral, o processo de votação e apuração em Palmas transcorreu com tranqüilidade.  Pela Constituição, o segundo turno só pode ocorrer nas cidades com mais de 200 mil eleitores quando nenhum dos candidatos obtiver a maioria absoluta dos votos no primeiro turno. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Palmas contava com 127.106 eleitores em agosto último. A outra capital onde não há segundo turno é Boa Vista (RR), que tem 159.075 eleitores, segundo o TSE. Jogo político Um dos defensores da criação do Estado de Tocantins, o ex-governador José Wilson Siqueira Campos (PSDB) apostou suas fichas na eleição de Lelis para tentar recuperar o prestígio político. Siqueira Campos está afastado do cenário político desde 2006, quando perdeu a eleição de governador para o peemedebista Marcelo Miranda (PMDB). Além da derrota pessoal, o tucano viu seu filho Eduardo Siqueira Campos perder a disputa por uma cadeira no Senado para Kátia Abreu (DEM). Assim como Miranda, a senadora é ex-aliada política do clã dos Siqueira Campos. De olho no governo de Tocantins, em 2010, Kátia Abreu lançou a candidatura da deputada federal Nilmar Ruiz (DEM), ex-prefeita de Tocantins, que também é apoiada por Marcelo Miranda.  Daqui a dois anos, Kátia Abreu poderá candidatar-se ao governo de Tocantins e Marcelo Miranda disputar uma vaga no Senado. Miranda está em seu segundo mandato no governo.  Siqueira Campos, que foi governador de Tocantins por três vezes, também deverá concorrer novamente ao comando do Estado em 2010. Para pavimentar sua candidatura, Kátia Abreu dedicou-se a fazer campanha pelo interior de Tocantins. Até licenciou-se do cargo de senadora.  (com Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo)

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