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Ratinho Junior e João Arruda trocam ataques na campanha pelo governo do Paraná

Briga nos programas de rádio e TV ocasionou o primeiro direito de resposta das eleições 2018 no Estado

Katna Baran, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2018 | 15h04

CURITIBA - A reta final da disputa para o governo do Paraná está sendo marcada por trocas de ataques entre os candidatos João Arruda (MDB) e Ratinho Junior (PSD). Enquanto o emedebista repete que o adversário é apoiado pelo ex-governador Beto Richa (PSDB), que foi preso recentemente em uma investigação sobre desvios praticados em sua gestão, Ratinho Junior usa a prisão do sogro de Arruda, na mesma operação que investiga o tucano, para contra-atacar.

A briga nos programas de rádio e TV gerou o primeiro direito de resposta da campanha de 2018, de Ratinho contra Arruda, que foi veiculado nesta segunda-feira, 24. A resposta foi concedida pela Justiça depois que Arruda vinculou em sua propaganda eleitoral a imagem de Ratinho Junior, que foi secretário do governo Richa, à prisão do ex-governador. No vídeo, o candidato do PSD afirmou que foi caluniado e acusado pelo emedebista de atos que não praticou.

"Entrei nessa campanha para mudar o Paraná, para mudar principalmente as práticas das famílias que vivem da política há anos, sendo remuneradas pelos impostos que você paga. Isso acendeu a ira de alguns", afirmou no vídeo Ratinho Junior, que apareceu em primeiro lugar na última pesquisa Ibope, com 42%, seguido pela atual governadora paranaense, Cida Borghetti, com 13%.

Em seu programa eleitoral, Arruda, que tem 6% das intenções de voto, acusou o adversário de "baixar o nível da disputa". Segundo o emedebista, Ratinho Junior tem usado "ataques pessoais" na campanha, citando um acidente de carro em que se envolveu em 2001. "Chegam a usar como arma de ataque um episódio triste da minha vida, uma fatalidade (...) que terminou com a morte de duas pessoas, a minha condenação e cumprimento da pena", disse Arruda.

O emedebista também acusa Ratinho Junior de ter dirigido ataques ao seu sogro, o empresário Joel Malucelli, envolvido nas mesmas suspeitas de desvios no governo Richa. Malucelli também chegou a ser preso e, assim como o tucano, foi solto por determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

'Fake news'

Ratinho Junior e João Arruda também têm atribuído um ao outro a divulgação de fake news durante a campanha. No sábado, a coligação do candidato do PSD chegou a obter uma ordem de busca e apreensão de materiais "com conteúdo ilegal e criminoso" que teriam sido encontrados em uma barraca de campanha de Arruda, no centro de Curitiba.

O emedebista rebateu afirmando, por meio de sua assessoria, que não foi responsável por distribuir o material contra o rival. "Meu adversário não sai de sua toquinha e quando isso acontece é para me agredir com fake news", disse Arruda.

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