JOKA MADRUGA/FUTURA PRESS/
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Ratinho demonstra confiança em vitória já no 1º turno no Paraná

Líder nas pesquisas, candidato do PSD declara apoio a Bolsonaro caso presidenciável vá ao segundo turno

Katna Baran, O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2018 | 14h30

Os principais candidatos ao governo do Paraná votaram neste domingo pela manhã. Favorito na disputa, Ratinho Junior (PSD) votou por volta das 10h em uma seção no bairro Santa Felicidade, em Curitiba. Ele se demonstrou confiante na vitória ainda no primeiro turno, depois da pesquisa Ibope deste sábado ter apontado o candidato do PSD com 57% dos votos válidos.

"É sempre muito bom aparecer bem posicionado (nas pesquisas), é o que tenho sentido nas ruas", declarou. Ele afirmou que, caso o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) esteja no segundo turno, deverá apoiá-lo no Paraná.

A atual governadora e candidata à reeleição Cida Borghetti (PP) votou por volta das 9h30, em Maringá, norte do Estado. À tarde, ela seguiu para Curitiba, onde acompanhou a votação do prefeito da capital, Rafael Greca, um dos principais apoiadores de sua campanha. "A pesquisa que eu acredito é a das urnas, do direito do cidadão de escolher seus candidatos", declarou.

Outro candidato ao governo, o deputado federal João Arruda (MDB) votou por volta das 8h10, em Curitiba. Apesar de aparecer em terceiro lugar na última pesquisa, ele se disse animado com a possibilidade de chegar ao segundo turno. "Vamos para o segundo turno, fazer um bom debate olho no olho com o candidato que representa a continuidade desse governo", disse.

Paraná registrava 21 denúncias de crimes eleitorais até início da tarde

Balanço do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) e da Polícia Militar (PM) do Paraná demonstram que a votação era tranquila até o começo da tarde deste domingo. Entre as ocorrências mais graves, estão denúncias de tentativa de compra de votos e transporte de eleitores, além de ataques a urnas eletrônicas. Muitos eleitores estão enfrentando filas para votar, diante da lentidão para identificação biométrica.

A PM foi acionada apenas 21 vezes em todo o Paraná com denúncias relacionadas a crimes eleitorais e 26 pessoas foram abordadas. Destas, 14 acabaram presas, sete delas em Curitiba. Uma das pessoas presas foi acusada de comprar votos e outra de transportar eleitores para as zonas eleitorais. Ao todo, no Estado, 31 urnas foram substituídas, sete em Curitiba.

Uma das urnas substituídas era de uma seção em Ibiporã, no norte do Paraná, depois que uma professora foi presa ao tentar depredar o aparelho. Segundo informou a Polícia Civil local e confirmou o TRE, após votar, a professora pegou um absorvente íntimo usado e passou sangue na urna. Depois, ela se dirigiu a outro local de votação e derrubou outro aparelho por várias vezes. Ela foi encaminhada para a Delegacia da cidade.

A presidente de uma seção eleitoral em Maringá, também no norte do Estado, foi detida por suspeita de tumultuar a votação. Segundo o TRE, ela falou para os eleitores que a urna não era confiável e que o aparelho já teria votos registrados antes do pleito. Ao ser encaminhada por policiais federais, a mulher disse que desconfiava da urna e discutiu com os agentes. Para atestar a ausência de votos no aparelho, o TRE encaminhou à imprensa foto do boletim impresso antes do início da votação, em que constava que não havia voto pré-computado.

Nos principais centros de votação de Curitiba, não foram registradas maiores ocorrências. O maior número de reclamações foi sobre demora para votar, principalmente por dificuldades para se registrar a biometria dos eleitores. O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), por exemplo, demorou cerca de 45 minutos para conseguir votar em uma seção na capital.

Um grupo de voluntários se reuniu logo de madrugada para juntar santinhos jogados próximos às zonas eleitorais. Mesmo com o esforço, foram poucos os locais de votação com papeis jogados no chão. 

O Paraná deve ser um dos primeiros Estados do País a divulgar os resultados da eleição local.

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